Archive for fevereiro, 2009
LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE DEUTERONÔMIO
Posted by lidia in Antigo Testamento, Números, lançando luz on fevereiro 27th, 2009
Deuteronômio encerra o Pentateuco, o conjunto dos cinco livros escritos por Moisés. Enquanto Números registra as peregrinações pelo deserto, da rebelde primeira geração de israelitas, abrangendo um período de trinta e nove anos, Deuteronômio cobre um período um mês, na mesma localidade, as planícies de Moabe, a leste de Jericó e do rio Jordão. Como em Levítico, Deuteronômio contém uma série de detalhes legais, mas a ênfase se concentra nos leigos e não nos sacerdotes A nova geração, em sua maioria, não se lembrava da primeira Páscoa, da travessia do Mar Vermelho, nem da entrega da Lei no monte Sinai. Sendo assim, antes de transferia a liderança para Josué, Moisés, agora com 120 anos, se dirige à geração destinada a possuir a Terra prometida, numa série de três discursos. No primeiro, ele recorda os grandes atos do Senhor, os fracasso de Israel desde o monte Sinai e exorta-os a não repetir os mesmos erros de seus antepassados (1 a 4); no segundo, recaptula vários aspectos da Lei como lembrete do pacto de exclusividade que Deus havia estabelecido com eles (5 a 26); no terceiro, profetiza bênçãos e maldições, conforme a atitude de fé e obediência ou, incredulidade e desobediência ao Senhor (27 a 30). Os capítulos finais incluem a nomeação de Josué como sucessor de Moisés e o registro de sua morte, inserido posteriormente por Josué (31 a 34).
Incredulidade, Murmuração e Rebelião tratadas radicalmente - (Caps 11, 12, 14, 16, 20 e 25).
Posted by lidia in Antigo Testamento, Dificuldades na Caminhada Bíblica, Números on fevereiro 23rd, 2009
1. Incredulidade é a negação da fé. É colocar em dúvida o caráter de Deus. É chamar Deus de mentiroso (1 Jo 5.10; Nm 23.19). “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6).
2. Murmurar, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, tomar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. A murmuração é uma manifestação verbal de incredulidade no poder e na bondade de Deus que controla as circunstâncias de nossa vida. Além disso, a murmuração sempre anda junto com a contenda e a desobediência (Nm 14.26-35; 1 Co 10.10-11; Fl 2 14-15; Hb 3.12-19).
3. Rebelião – Enquanto a murmuração é uma manifestação velada da incredulidade, a rebelião é a sua manifestação explícita. É a rejeição aberta, declarada contra a autoridade de Deus, muitas vezes, manifestada através da rebelião às autoridades instituídas por Deus como no caso de Coré, Data e Abirão (Rm 13. 1-7; 1 Sm 15.22-23).
POR QUE A LEI DO CIÚMES FOI ESTABELECIDA? – Nm 5: 11-31
Posted by lidia in Antigo Testamento, Dificuldades na Caminhada Bíblica, Números on fevereiro 22nd, 2009
Ao contrário do que possa parecer, essa lei não tinha o objetivo de incentivar o ciúmes e às suspeitas e sim, dissipá-los. A pena para o adultério era aplicada muito raramente, pois uma das grandes dificuldades era a comprovação plena do adultério. Já que a pena de morte somente poderia ser aplicada se a pessoa fosse apanhada em flagrante adultério (ver Lv 20.10 e Jo 8.4,5). Se um marido suspeitasse que sua mulher havia adulterado, a lei do ciúmes exigia que ela fosse submetida a uma estranha prova diante do sacerdote para que fosse estabelecida a sua inocência ou confirmada a suspeita do marido por meio de uma intervenção divina, acompanhada, provavelmente, pelo fator psicológico da culpa (hoje, é comprovada a influência da mente e das emoções sobre o funcionamento do corpo, produzindo, muitas vezes, as doenças psicossomáticas). Confirmado o adultério, o divórcio era viabilizado, oferecendo ao marido traído a possibilidade de resolver o problema sem expor sua desonra. Por outro lado, a lei do ciúmes dava à esposa inocente o direito de não ser repudiada injustamente, pois ela tinha a seu favor, uma consciência limpa e o testemunho inquestionável do próprio Deus que tudo vê. Sendo assim, essa lei não deve ser vista apenas como uma manifestação machista de uma estrutura social primitiva, mas também sob a ótica de um Deus zeloso que desejava proteger seu povo da dureza de coração manifestada na imoralidade, na infidelidade conjugal, na mentira, no machismo e nas injustiças.
LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE NÚMEROS
Posted by lidia in Antigo Testamento, Números, lançando luz on fevereiro 22nd, 2009
O quarto livro atribuído a Moisés é conhecido pelo nome de Números porque registra os dois censos de Israel: Um no Sinal (cap. 1) e outro em Moabe (cap. 26). O objetivo destes censos era determinar quantos homens (maiores de 20 anos), estavam capacitados para lutar na grande conquista que se aproximava. Eles haviam se tornado um grande Povo durante os 430 anos do Egito. No Sinai, Deus havia entregue a eles uma Lei, que era a sua Constituição. Agora eles estavam prestes a possuir a Terra, completando assim o projeto divino de transformá-los numa grande nação. Entretanto, logo ficou evidente que Deus os havia tirado do Egito, mas não conseguira tirar o Egito deles. Eles não creram na promessa de Deus e se rebelaram contra a sua autoridade. Por isso, foram condenados a uma longa peregrinação de 40 anos pelo deserto, o que torna o título do livro no original hebraico, mais apropriado: “No deserto”. No deserto eles murmuraram contra Deus; no deserto eles foram disciplinados; no deserto eles viram a primeira geração inteira ser exterminada; no deserto eles enfrentam fortes inimigos e foram protegidos; no deserto a nova geração se reorganiza para a conquista; no deserto eles experimentam a fidelidade de Deus, provendo diariamente, alimento, roupas, sandálias e proteção. Apesar da incredulidade de Israel, o plano de Deus não foi frustrado através do remanescente fiel: Josué e Calebe
LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE LEVÍTICO
Posted by lidia in Antigo Testamento, Levíticos, lançando luz on fevereiro 15th, 2009
Os últimos capítulos de Êxodo e o livro de Levítico narram os eventos ocorridos ao pé do Monte Sinai. Ali, Deus ensinou a um povo resgatado, mas, pecador, o caminho de acesso a um Deus misericordioso, porém, Santo. O acesso, só era possível porque Deus, em sua graça, aceita a morte de um substituto como pagamento pela penalidade do pecado. Assim, os diversos SACRIFÍCIOS exigidos nos primeiros capítulos (1-7), apontam para o conceito de Morte Substitutiva; um inocente dando sua vida pelo culpado. Os oficiais que os ministravam eram, os SACERDOTES (8-10), que antes de apresentar os sacrifícios pelos pecados do povo, deveriam oferecem sacrifícios por seus pecados. Na sequência, são descritos os cuidados de Deus para com a SAÚDE de Seu povo (11-15), daí a inclusão de leis sanitaristas. Logo a seguir, é descrita a necessidade de que o povo de Deus fosse santo em todo o seu modo de viver, buscando SEPARAÇÃO (16-18) de tudo o que era considerado abominável. Os capítulos 19 e 20, insistem no cuidado com o próximo através do SERVIÇO prestado a ele. O livro prossegue exortando o povo, santificado, celebrar o Seu Deus Santo, através das grandes SOLENIDADES (23-25). Finalmente, o livro se encerra, descrevendo as bênçãos para os que obedecem e os castigos para os desobedientes (26-27). Uma das palavras chave do livro é “SANTO”; aparece 87 vezes. A outra é “EXPIAÇÃO” e aparece pelo menos 45 vezes. Deus é Santo e exige que o seu povo seja santo também, “… sereis santos, porque Eu sou Santo” (11.45).
DIFICULDADES NA CAMINHADA BÍBLICA – LEVÍTICO
Posted by lidia in Dificuldades na Caminhada Bíblica on fevereiro 15th, 2009
POR QUE A GORDURA, AS ENTRANHAS E O SANGUE DO ANIMAL SACRIFICADO ERAM AGRADÁVEIS AO SENHOR, MAS PROIBÍDOS AOS ISRAELITAS? (3.3-5, 9-11, 14-17; 7.22-27
Há dois aspectos desta questão, que devem ser considerados: PRIMEIRO - Na simbologia bíblica, estes três elementos cumpriam uma função didática: 1) A gordura representa riqueza, prosperidade, fartura, abundância, a melhor parte (Gn 4.4; Sl 63.5). Neste sentido, o ofertante era instruído a entregar sempre o melhor ao Senhor; 2) As entranhas, representavam o centro das emoções. O sentido original literal da palavra “coração”, traduzida nos textos de Lm 1.20;2.11 e Jr 31.20, é “entranhas” ou “víceras”. Sendo assim, todas as emoções do ofertante, deveriam estar envolvidas no ato do sacrifício; 3) O sangue representa a própria vida, porque é ele quem mantém a vida do corpo (17.11). Quando o sangue da vítima era derramado, significava que, um substituto inocente havia morrido no lugar no ofertante, para cumprir a penalidade pelo pecado (Rm 6.23). OBS: A proibição limitava-se apenas ao ato de comer sangue. SEGUNDO - Nestes últimos tempos, a ciência médica despertou para o fato de que a ingestão de gorduras de origem animal é uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da arteriosclerose. Elas formam tumores de colesterol nas paredes internas das artérias, obstruindo-as. Isto pode trazer como conseqüências, crises de apoplexia, angina peitoral, gangrena nas pernas e intestinos entre outras tantas doenças. Certamente, Deus também estava zelando por Seu povo, garantindo-lhes qualidade de vida na difícil peregrinação através do escaldante deserto. A medicina moderna está 3.500 anos atrasada em comparação com a Bíblia.
ANIMAIS CONSIDERADOS PUROS OU IMPUROS (Cap. 11)
Examinando a lista de animais impuros, percebe-se que em cada caso, uma ou mais das seguintes considerações entra em pauta: 1) Animais cuja carne era considerada impura (doentia ou imprópria) por razões sanitárias, pelo fato de se alimentarem de cadáveres em decomposição, como o abutre e frutos do mar; 2) animais que eram intimamente ligados com os depravados cultos pagãos como por exemplo o porco, que era oferecido aos deuses do mundo inferior; 3) animais cujo comportamento estava associado com algo desagradável ou sinistro, como no caso de todos os “animais que rastejam” (ou répteis) que se assemelham à serpente nos seus movimentos, e no caso dos morcegos cuja moradia são as cavernas escuras e úmidas e que odeiam a luz.
DIFICULDADES NA CAMINHADA BÍBLICA - ÊXODO
Posted by lidia in Dificuldades na Caminhada Bíblica on fevereiro 8th, 2009
“DEUS ENDURECEU O CORAÇÃO DE FARAÓ”
Deus endureceu o coração de Faraó – 4.21; 7.3; 9.12; 10.27; 11.10; 14.8; Faraó endureceu o coração e não considerou a voz de Deus – 3.19; 5.2; 7.13; 8.19; Os motivos de Deus – 7.4-5; 9.15-16; 10.1-2; 11.9; 12.12; 14.17-18; A soberania de Deus - Rm 9.14-26; 11.33-36; Pv 21.1
MALDIÇÃO DE FAMÍLIA EM ÊXODO 20.4-6?
Afirmar que, as conseqüências dos pecados dos antepassados podem ser transmitidas aos descendentes (mesmo os crentes), por influência de demônios, não se sustenta à luz deste, ou de qualquer outro texto bíblico. Note que ele refere-se, especificamente, à não obediência ao primeiro mandamento: “Não terás outros deuses além de mim” v.3, e às manifestações explícitas disto nos vs. 4-5. Além disso, não existe qualquer menção à presença ou interferência de demônios. Quem “amaldiçoa” os idólatras é o próprio Deus e, esta “maldição”, não pode ser quebrada pela oração ou qualquer outro ritual, mas, tão somente pela obediência aos mandamentos de Deus cf. o verso 6 – (Ver tb. Dt 27 e 28; Ez 18; Gl 3.13; 1.6-9)
A LEI DO: “OLHO POR OLHO”
Ao contrário do que possa parecer, a antiga Pena de talião, de onde vem a expressão, “retaliação”, não foi estabelecida para incentivar a violência e a vingança e sim, coibir a maldade do homem. Desde que o pecado entrou no mundo, o ser humano tende a permitir que seu desejo de vingança ultrapasse, em muito, as barreiras da ofensa sofrida (Gn 4.23-24). Por isso, a Lei de Moisés, limitava o direito de exercer a própria justiça, à exata extensão da ofensa ou, dano sofridos. Para tanto, levava-se em conta dois critérios: 1. A intenção (houve dolo ou não?); e, 2. A intensidade (qual a proporção do dano sofrido?) – Cap 21.12-36. Na Nova Aliança, o único que tem direito legal de executar vingança é Deus – Rm 12.19-21
POR QUE TANTOS DETALHES, MEDIDAS E MODÊLOS NO LIVRO DE ÊXODO?
Todos os aspectos da Lei, tinham por objetivo desenvolver qualidades que distinguiriam o povo escolhido, dos demais povos: 1. OS DETALHES – Desenvolver zelo; 2. AS MEDIDAS – Desenvolver perfeição; e, 3. OS MODÊLOS – Desenvolver obediência.