Archive for junho, 2009

LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE AMÓS

Sob o domínio de Jeroboão II, Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio.  Isso permitiu uma espécie de milagre econômico: Israel recuperou os territórios perdidos e houve uma fase de grande prosperidade, com muitas e luxuosas construções, aumento de recursos agrícolas, progresso da indústria têxtil e tinturaria. Tanto Israel quanto Judá haviam atingido novos auges políticos e militares, mas a situação religiosa era decadente. A idolatria reinava (2.4); havia injustiça social (2.6,7a); a imoralidade era generalizada (2.7b); o sistema judicial estava corrompido (5.7,10-12). A religião servia para tranqüilizar a consciência da classe dominante. A aliança com Deus tornou-se letra morta, celebrada no culto, mas sem qualquer influência na vida diária (4.4,5). O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles. É nessa situação que Amós profetiza. Ele denuncia a desigualdade social e denuncia a religião como mera fachada para a injustiça. O apelo por justiça é o tema mais conhecido deste livro, porque evidencia a condenação de Deus aos que ficaram ricos através da corrupção. No capítulo 7, o autor nos informa que foi ameaçado pelo sacerdote Amazias, porque suas profecias eram desfavoráveis ao rei. Entretanto, Amós não se intimida e continua a entregar com firmeza a palavra do Senhor. O livro termina com uma mensagem de que, apesar de castigar Israel, Deus irá restaurar a nação, quando ela se voltar para Ele (8.11-15).

 

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE JONAS

O livro de Jonas, é diferente do outros livros proféticos; a história do personagem é a mensagem profética. A história ensina um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT: Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. Israel havia sido encarregado de entregar essa mensagem, mas falhou. Essa falha levou-os a um orgulho religioso extremo. No Livro de Jonas, pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Deus enviou Jonas, o profeta, a cidade de Nínive, capital da Assíria. Os assírios pagãos, inimigos de Israel de longa data, eram uma força dominante entre os antigos. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá, destruindo a zona rural e levando cativos. A mensagem é de juízo, mas Jonas sabe que Deus se mostrará misericordioso, caso eles respondam positivamente. O que os deixaria livres para saquear e roubar Israel novamente. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do Pacto, induzem Jonas a “fugir de diante da face do Senhor” (1.3). Jonas está descontente e, de algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livrá-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele.

A viagem a Társis logo mostra que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Deus providencia uma série de circunstâncias para conduzirem Jonas de volta ao seu chamado missionário. Uma grande tempestade (1.4-16), um grande peixe (1.17) e um grande livramento (2.1-10). Novamente, Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação (3.1,2). Desta vez, o profeta concorda relutantemente (3.3). Para seu espanto, os ninivitas, desde a pessoa mais humilde até o rei, se arrependeram e mostraram isso através do jejum, vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Até mesmo os animais foram obrigados a participar (3.5-10). O coração de Jonas ainda não está mudado, e ele reage com ira e confusão. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno, ou que Deus fosse escolher outra estratégia, Jonas constrói um abrigo numa colina, com vista para a cidade. Lá, ele aguarda o dia indicado para o julgamento. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. A incoerência de se importar mais com o destino de uma planta do que com o destino dos habitantes de Nínive, a quem Deus amava (cap.4).

 

 

 

 

 

 

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE JOEL

O nome Joel significa “O Senhor é Deus”. Ele profetizou em virtude de duas recentes calamidades naturais que infligiram ao povo indescritível penúria (1.2-12,16-20): 1) a terrível praga de gafanhotos que devastou toda a safra e até as sementes para o próximo plantio e, como consequência dessa; 2) a fome e a seca, sem precedentes, que se apoderaram de toda a terra. Segundo o profeta Joel, estas duas catástrofes, atingiram o povo como juízo de Deus, devido à decadência moral e espiritual em que a nação havia mergulhado. Pior ainda, estas duas trajédias,  prenunciavam uma calamidade ainda maior, a eminência de uma invasão militar (2.1-11). Diante disso, Joel conclama os líderes e o povo a buscarem misericórdia com genuíno quebrantamento diante do Senhor (1.13-15; 2.12-17).

 

 

 

 

 

O grande destaques do livro é a promessa de Deus que enviaria o Seu Espírito sobre todo o seu povo, promessa essa, citada pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os seguidores de Jesus reunidos em Jerusalém (At 2.1-21). Joel afirma que o cumprimento dessa promessa daria início a um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor [seria] salvo” (2.28-32).

 

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POR QUE DEUS PERMITIU QUE SALOMÃO TIVESSE TANTAS MULHERES, SE ELE CONDENA A POLIGAMIA? (Rs 11.1)

A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro desde o princípio quando cria um relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gn 1:27; 2:21-25). Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gn 4:1), até que o pecado a interrompeu (Gn 4:23). A Lei de Moisés claramente reitera esse padrão em Dt 17:14-17 e Jesus reafirmou a intenção original de Deus em Mt 19:4. Paulo enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” em 1 Co 7:2 e também insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3.2,12; Tt 1.5,6). Na verdade, o casamento monogâmico no NT, é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).

A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (Gn 4:19,23). Deus advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” (Dt 17:17; 1 Rs 11:2). Deus nunca ordenou a poligamia - como o divórcio, ele somente a tolerou por causa da dureza do coração do homem (Dt 24:1; Mt 19:8). Sendo assim, a poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão, pagou um alto preço por seu pecado. Deus odeia a poligamia, assim como o adultério e o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (Ml 2:14-16). Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove.

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LANÇANDO LUZ SOBRE OS LIVROS DOS REIS - PARTE 2

2 REIS

Originalmente, os dois livros de Reis compunham um único volume, por isso, as informações contidas no primeiro livro, são importantíssimas para se compreender o segundo livro.  Semelhantemente ao primeiro livro, 2 Reis tem o propósito de proporcionar ao povo hebreu, especialmente os exilados na Babilônia, um registro interpretativo de sua história durante o período do Reino Dividido, para que não repetissem os pecados dos seus antepassados.  2 Reis retoma a história de declínio de Israel e Judá. Narra as duas grandes calamidades nacionais que conduziram à queda dos reinos de Israel e de Judá:  1) A instabilidade política do reino do Norte (Israel), a destruição de capital (Samaria) e a deportação pela Assíria em 722 a.C.; 2) A destruição de Jerusalém e a deportação de Judá para a Babilônia em 586 a.C.. Muitos dos profetas do Antigo Testamento ministraram durante o período coberto em 2 Reis, os principais foram Elias e Eliseu. Eles relembravam, advertiam exortavam os reis sobre suas responsabilidades diante de Deus.  Relatos adicionais sobre o terrível declínio moral e espiritual desse período, encontram-se registrados nos livros proféticos de Amós, Oséias (Reino do Norte), Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Jeremias (Reino do Sul). 2 Reis atesta que líderes ímpios acabam levando seu povo à ruína e ilustra o princípio perpétuo de que “a justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (Pv 14.34).

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LANÇANDO LUZ SOBRE OS LIVROS DOS REIS

1 e 2 Reis foram escritos para dar ao povo hebreu no exílio babilônico, um registro cronológico de quatro séculos de sua história (970  – 586 a.C.), para que eles compreendessem os antecedentes da divisão do Reino de Israel e a sucessão de eventos que culminaram na queda de ambos. Salientam que, tanto a divisão, quanto o colapso de Israel e Judá, foram uma conseqüência direta e inevitável da idolatria e da impiedade dos reis e da nação como um todo. Tendo isso em vista, os livros registram o sucesso ou fracasso de cada rei, conforme sua fidelidade ou infidelidade a Deus e ao Pacto da Aliança firmado com Ele. Essa perspectiva bíblica tinha por objetivo fazer com que os cativos repudiassem para sempre a idolatria, buscassem ao único Deus verdadeiro e cumprissem os seus mandamentos nas gerações futuras.

1 REIS – Divide-se em duas partes principais: A primeira descreve o reinado de Salomão (caps. 1-11) – Sua ascensão ao trono;  o apogeu dele e de Israel no âmbito mundial em termos de prosperidade, paz, poder e glória; a construção e dedicação do Templo em Jerusalém; sua poligamia que resultou na idolatria e declínio do reino. A segunda parte (caps. 12- 22), descreve a divisão do reino e o declínio espiritual e político de ambos; o florescimento do ministério dos profetas como representantes e porta-vozes de Deus diante dos reis de Israel e Judá, tendo como seu representante maior o profeta Elias.

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COMO UM LIVRO DE CONTEÚDO TÃO ERÓTICO FAZ PARTE DO CÂNON SAGRADO?

Cantares de Salomão não foi aceito de imediato como inspirado por Deus. Haviam muitas dúvidas se ele deveria ou não ser incluído no cânon bíblico. Pareceres favoráveis e desfavoráveis,  geravam calorosas discussões quanto ao fato dele pertencer ou não ao conjunto das santas revelações divinas para os homens. Toda oposição à sua inclusão se devia a natureza erótica do seu conteúdo. A solução para este dilema foi interpretá-lo não no sentido literal, mas como uma alegoria. Mesmo depois de incluído no cânon, essa interpretação prevaleceu durante muitos séculos tanto entre judeus, quanto entre cristãos em geral. Os judeus entendiam sua mensagem como um poema alegórico do amor entre Deus e Seu povo. Seguindo esse mesmo padrão, os cristãos viam nele, a descrição alegórica do amor entre Cristo e Sua Igreja. O problema dessa interpretação era que o livro podia significar qualquer coisa que a imaginação do intérprete pudesse inventar. Isso ameaçava a credibilidade de sua mensagem. Assim, a escola de interpretação alegórica, praticamente desapareceu por se tratar de um caminho inaceitável para interpretar a Bíblia. Por esta razão, no que diz respeito à interpretação bíblica, apenas são aceitos os métodos que nos permitam extrair o significado das palavras com base no sentido claro e literal delas, como foram escritas. Fundamentados nisso, Cantares de Salomão está falando do amor humano entre um homem e uma mulher a respeito do qual Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” e também: “Por isso, deixa o homem pai e mãe, e se una à sua mulher, tornando-se os dois, uma só carne (Gn 2.18 e 24).

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