Archive for julho, 2009

LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE OBADIAS

Obadias é o menor livro do AT. Seu nome significa, “Servo ou adorador de Jeová”. Nenhuma outra informação é dada sobre ele. O livro fala sobre o Julgamento contra Edom e a promessa de restauração para o povo de Deus. As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através de todo o AT, desde as disputas entre os gêmeos Esaú e Jacó (Gn 27; 3233). Os descendentes de Esaú, se estabeleceram numa área chamada Edom, situada ao sul do mar Morto, enquanto os descendentes de Jacó, os israelitas, habitaram em Canaã. No decorrer dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. Essa rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. Ao longo de 20 anos, os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém, que foi finalmente devastada em 586 a.C.. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para destilar sua amarga contra Israel. Então, juntaram-se aos babilônios contra seus “irmãos” e ajudaram a profanar a terra de Israel. Eles se regozijaram com a calamidade de Judá, participaram no saque dos despojos dos judeus, impediram-nos de fugir da terra e até entregaram os sobreviventes ao inimigo (12-14).  Obadias afirma que o Senhor julgaria Edom, convocando as nações para se levantarem contra ele em batalha; apesar de sua posição aparentemente segura, Edom seria derrubada, saqueada e completamente destruido (1-4); seria enganado por aqueles com quem entrou num pacto contra os israelitas (5-9); a casa de Esaú receberia o mesmo tratamento que dispensou a Judá (15-16); mas a casa de Jacó seria restaurada(17-21).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE HABACUQUE

O nome “Habacuque” significa “abraço” ou “abraçado por Deus”. Ao contrário de outros profetas, Habacuque não data a sua profecia mediante referência aos reis que foram seus contemporâneos, mas a menção do poder dos babilônios (os “caldeus” de 1.6), sugere um período em que a Babilônia já era uma potência mundial. Nabucodonosor já havia derrotado os egípgios na batalha de Carquemis (605 a.C), o que coloca a profecia de Habacuque durante os primeiros anos do rei Joaquim de Judá. Os capítulos 1 e 2 registram as perguntas que Habacuque faz, em sua perplexidade, a respeito dos caminhos de Deus e as respostas que o Senhor lhe deu. Após ter visto tanta iniqüidade e idolatria em Judá (1.2-4), a primeira pergunta do profeta é: Como Deus poderia deixar seu povo rebelde escapar sem o devido castigo? Deus responde, mostrando que, dentro em breve usaria os babilônios como vara de disciplina contra Judá (1.6). A segunda pergunta de Habacuque, então é: Como um Deus Santo permitiria que uma nação ainda mais ímpia e cruel que seu povo, castigasse Judá? (1.12-13). Então, Deus garante ao profeta que o dia de prestação de contas também chegaria para os babilônios (2.5-20). Ao final do livro (cap 3), Habacuque expressa a sua fé na soberania de Deus e na certeza de que Ele é justo em todos os seus caminhos.  

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE SOFONIAS

Sofonias profetizou para o reino de Judá, nos dias do rei Josias. Foi contemporâneo de Jeremias e Naum. Seu significa, “O Senhor escondeu”. O Reino do Norte havia sido derrotado pela Assíria há aproximadamente 100 anos. Manassés e  Amom, pai de Josias, haviam pago tributos para evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. A aliança com a Assíria afetou Judá na esfera política, religiosa, social e comportamental. Magos, encantadores e advinhos eram tolerados pelo povo de Deus. A religião astral se torno tão popular, que o rei Manassés construiu altares para adoração do sol, lua , estrelas, signos do zodíaco e todos os astros dos céu, à entrada da Casa do Senhor (2 Rs 21.1-9). A adoração da deusa–mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7.16-20). Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo, a ameaça assíria foi diminuindo. O golpe final ao poder da Assíria veio com uma revolta da Babilônia que estava em ascensão, que resultou, finalmente, na destruição de Nínive. Sofonias entende que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história, usando governos estrangeiros para disciplinar seu povo escolhido, mas rebelde. Infelizmente, muitos não entendiam esse fato, afirmando que: “Deus não fará o que é bom e não fará o que é mau” (1:12). A profecia de Sofonias tornou claro que Deus executaria vingança sobre os transgressores impenitentes. (1:2-6; 3:1-7). Não apenas sobre Judá e Jerusalém, mas também sobre os filisteus, os amonitas, os moabitas, os etíopes e os assírios (2.4-15). Por fim, Deus daria atenção favorável ao restante do seu povo, restabelecendo-o do cativeiro, e fazendo dele um nome e um louvor entre todos os outros povos (3:14-20).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE NAUM

Naum, cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés, Amom e Josias. Foi contemporâneo de Sofonias, Habacuque e Jeremias. A queda do império Assírio, cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive, em 612 aC, é o tema da profecia de Naum.  Durante séculos a Assíria vinha prosperando e expandindo seus territórios por meio do espólio de outras nações. O grande arrependimento dos dias da pregação de Jonas, havia sido esquecido. Os reis assírios vangloriavam-se de sua brutalidade, celebrando o abuso e a tortura que eles impunham sobre os povos conquistados. Seu tratamento aos cativos de guerra era cruel e desumano. Alguns eram queimados ou esfolados vivos. Outros eram cegados ou tinham o nariz, as orelhas ou os dedos cortados. Freqüentemente, os cativos eram conduzidos por cordões com ganchos que furavam o nariz ou os lábios. Certamente, Nínive merecia ser destruída pela sua culpa de sangue (3.1). Visto que Judá tinha sofrido por muito tempo sob a mão pesada da Assíria, a profecia de Naum a respeito da iminente destruição de Nínive, a capital do império, era recebida como boas novas. Naum escreveu como se a Assíria já tivesse sofrido a queda (1:15) Não haveria mais interferência por parte dos assírios; nada impediria os judeus de assistir ou de celebrar as festividades. Sua libertação do opressor assírio seria completa. (1:9-14). Também, todos os outros povos que soubessem da destruição de Nínive haveriam de “bater palmas”, ou regozijar-se, com a calamidade dela, porque a maldade da cidade causara-lhes muitos sofrimentos (3:19).  

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE MIQUÉIAS

Miquéias foi contemporâneo de Isaías, Seu ministério foi dirigido a Samaria e Jerusalém, durante os reinados de Jotão, Acaz, e Ezequias reis de Judá (1.1). O nome Miquéias significa “quem é como Yahweh?”. Com a expansão do império Assírio, Judá se tornou um reino vassalo, submetido ao pagamento de taxas. Ao Norte, Israel ainda existia, mas caminhava rapidamente para o seu fim (1.5-7; 2 Rs 18.9-12).  Apesar das reformas religiosas implantadas pelo rei Ezequias (2 Rs 18.1-8), Judá também estava prestes a cair, a não ser que se voltasse para Deus, arrependendo-se de todo coração (2 Rs 18.13-37). O cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi predito como o julgamento de Deus contra a nação (1.16; 4.10). Miquéias, um profeta do campo, faz contundentes críticas a injustiça social que, assim como em Israel, também assolava o Reino do Sul. O que se via em Judá era o enriquecimento de poucos, e o empobrecimento da população em geral. Miquéias demonstra a aversão divina contra a injustiça e tece duras críticas a liderança religiosa e política, que estavam massacrando os oprimidos (2.1-11; 3.1-11).  A elite de Judá se apoiava nas tradições afirmando que, seguiam fielmente a Torah de Moisés, e para isso, tinham o apoio de falsos profetas. Assim, Miquéias não profetiza somente contra a injustiça social, mas também contra uma “teologia de opressão”. A exploração social promovida pelos ricos de Judá era teologicamente justificada, o que tornava a sua ação ainda mais nefasta. Em razão de tudo isso o profeta proclamava que “… Jerusalém se tornará um monte de entulhos” (3.12).

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POR QUE O TEXTO DE ISAÍAS 14.4-27, É CONSIDERADO UMA REFERÊNCIA À QUEDA DE SATANÁS?

Muitos comentaristas consideram o texto de Isaías 14.4-27, juntamente com a de Ezequiel 28.11-19, como referências à queda de Satanás. Embora o contexto imediato, não trate especificamente de Satanás, a maior parte do que sabemos sobre a seu estado original, sua rebelião e sua queda, está baseado nestes dois textos. Mas, por que, já que o que lemos em Isaías é uma profecia contra o rei da Babilônia, e em Ezequiel, uma repreensão ao rei de Tiro? A Bíblia ensina que a perversidade do mundo visível é influenciada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4). O que chama a atenção nas profecias de Isaías e Ezequiel é o fato de que elas incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação megalomaníaca dos governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego de termos como: “Eu subirei aos céus…”; “exaltarei o meu trono acima das estrelas de Deus…”; “me assentarei… no ponto mais elevado do monte santo…”; “serei como o Altíssimo…” (Is 14.13-14) refletiria um nível de ostentação insana, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. Além disso, algumas versões (como a Vulgata) traduzem “filho da alva” (Is 14.12) com o nome de “Lúcifer”. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza…”; “você estava no Édem…”; “você foi ungido como um querubim guardião…”; “você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado…” (Ez 28.12,15)?

Após a queda, os rebeldes de Babel (de onde procede o termo Babilônia) estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto principal do culto pagão. É interessante notar que enquanto Ezequiel repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza em seus dias – Isaías denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. De modo específico, essas profecias foram dadas àqueles que viveram nos dias de Isaías e Ezequiel, e seu significado era imediato para eles. Contudo, passagens paralelas no NT, tais como Lucas 10.18 e Apocalípse 20.2, 3 indicam que elas podem ter uma aplicação mais ampla, ou seja, uma descrição da derrota final do Príncipe do mal que governa este mundo, a quem Deus por fim destruirá (Ap 20.10).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ISAÍAS

 

O livro de Isaías é citado mais vezes no Novo Testamento do que qualquer outro livro e mais vezes do que todos os outros livros proféticos juntos. Há pelo menos 150 referências e 50 citações diretas. O nome Isaias significa “O SENHOR é salvação”. Ele profetizou durante os reinados de “Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1), entre 742 e 687 a.C., na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos.
Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Ambos os reinos haviam experimentado quase meio século de poder e prosperidade crescentes. Israel, governado por Jeroboão II e outros seis reis de menor importância, tinha sucumbido ao culto pagão. Isaías, que era um estudioso dos assuntos mundiais, podia ver que o conflito era iminente. Finalmente, a Assíria conquistou Samaria, capital do Reino do Norte, em 721 aC.. Por algum tempo, Judá manteve uma conformidade exterior à ortodoxia, mas, gradualmente, caiu num sério declínio moral e espiritual (caps. 1 e 3). Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens. Estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.15-20 havia sido tão inteiramente violada, que o julgamento através do cativeiro era inevitável para Judá, assim como o fora para Israel. O
nde buscar  proteção e salvação? Embora o nome de Deus estivesse nos lábios do povo e dos sacerdotes no pequeno reino de Judá, o coração se desviara para buscar proteção em outras direções, primeiro na Assíria e depois no Egito (2 Rs 16.7; 18.21). Desvanecia a fé no poder de Deus. Quando não se tratava de idolatria explícita, prevalecia uma adoração hipócrita, baseado no formalismo e não no verdadeiro temor de Deus (1.10-17).

 


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