Archive for outubro, 2009

LANÇANDO LUZ SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS


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LANÇANDO LUZ SOBRE O NOVO TESTAMENTO

Nesta semana, estamos iniciando a leitura do Novo Testamento e, assim como no Antigo Testamento, Cristo é o tema central. No Antigo testamento Ele era o Cristo da promessa, agora no Novo, o Cristo da história. Ele era a esperança do Antigo e o fato do Novo. A expectativa do Antigo que tornou-se experiência no Novo. A previsão que se transformou em provisão. O que era latente no Antigo, ficou patente no Novo. O que foi predito está hoje presente. Os 27 livros que formam o Novo Testamento foram escritos num período de pouco mais de 50 anos (45 a 100 d.C.), em grego comum, idioma dos povos helenizados, embora a língua popularmente falada na Palestina, na época de Jesus, fosse o aramaico. Os livros circulavam separadamente, mas devido: 1) a rápida expansão do cristianismo; 2) o surgimento de literatura apócrifa e; 3) a dissiminação de heresias no sei da igreja, foi necessário que, gradualmente, eles fossem reunidos numa só coleção reconhecida pela Igreja Primitiva. É impossível estabelecer com exatidão a cronologia dos livros, mas podemos situá-los em três períodos dentro da história do cristianismo no primeiro século: 1) O Período do Começo (6 a.C a 29 d.C.) – Vida e ministério de Cristo narrados nos 4 Evangelhos, que entretanto, não foram escritos nesse período; 2) O Período de Expansão (29 d.C. a 60 d.C.) – O desenvolvimento do Evangelho desde Jerusalém até Roma. (Tiago, Gálatas, 1 e 2 Tessalonicenses, Marcos, 1 e 2 Coríntios, Romanos, Lucas, Colossenses, Efésios, Filipenses, Filemom, Atos e Mateus foram compostos nesse período); 3) O Período de Consolidação (60 d.C. a 100 d.C.) – (1 Timóteo, 1 Pedro, Tito, 2 Timóteo, 2 Pedro, Hebreus, Judas, João, 1, 2 e 3 João e o Apocalípse foram escritos neste período).

 

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE MALAQUIAS

Mais ou menos cem anos haviam se passado desde a volta do cativeiro. O templo havia sido reedificado, os sacrifícios e festas restaurados e a Lei reintroduzida por Esdras Entretanto, novamente um ambiente de apatia,  ceticismo e declínio espiritual generalizado, dominava os judeus. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo, devido à sua misericórdia, que dura para sempre como pano de fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. O profeta denuncia o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo (1.6-2.9). Os sacerdotes e o povo em geral, haviam se tornado cínicos e questionavam a justiça e os mandamentos de Deus. À medida que a sua fé minguava, iam se tornando mecânicos e insensíveis na sua observância ao culto divino, e indiferentes às exigências da Lei. Os compromissos de casamento eram violados, pois os homens divorciavam-se para se casarem com mulheres pagãs, provavelmente mais jovens e bonitas (2.10-16). O Senhor era defraudado, não apenas nos dízimos e ofertas negligenciados, mas também numa infinidade de outras trasgressões (2.17-3.15). Malaquias os confronta para se arrependerem de seus pecados e da hipocrisia religiosa para que não fossem, novamente, surpreendidos pela disciplina divina.  O livro consiste numa série de perguntas retóricas e irônicas feitas por Israel com as respectivas respostas de Deus por intermédio do profeta. De modo simples, direto e vigoroso, Malaquias apresenta um diálogo figurado entre um Deus justo e o Seu povo empedernido.  Malaquias, o último dos profetas do AT, é seguido por 400 anos de silêncio profético. A longa ausência profética terminaria no surgimento de João Batista. Ele foi previsto por Malaquias como o antecessor do Messias (3.1; Mt 11.7-15).

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LANÇANDO LUZ SOBRE OS LIVROS DE AGEU E ZACARÍAS

Sob a liderança de Zorobabel, o primeiro grupo de judeus que voltou à Jerusalém, lançou os alicerces do novo templo em 536 a.C., em meio a muita emoção e expectativa (Ed 3.8-11). Mas, os samaritanos e outros vizinhos opuseram-se à construção e conseguiram interrompê-la por mais ou menos 15 anos. A letargia espiritual generalizou-se, e o povo passou a preocupar-se apenas com a construção e o embelezamento de suas próprias casas (Ag 1.4,9). Em 520 a.C., o profeta Ageu e o jovem profeta Zacarías, exortam Zorobabel, Jesua e todo o povo a reordenar suas vidas e suas prioridades, retomando a construção do templo para que voltassem a receber as bênçãos de Deus. Eles também encorajaram os judeus mais velhos, que ficaram desanimados devido às humildes dimensões do novo templo comparado ao grande templo de Salomão (Ed 3.12). A exortação foi acatada e, no período de quatro anos, a obra foi concluída e dedicada ao Senhor (Ag 1.12-15; 2.1-9,19; Zc 8).

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POR QUE ESDRAS ORDENOU QUE OS ISRAELITAS DESPEDISSEM SUAS ESPOSAS “NÃO CRENTES”, SE MAIS TARDE, NO NOVO TESTAMENTO, PAULO NOS DIZ PARA NÃO FAZER ISSO?

Esdras fez com que todos os israelitas despedissem suas “mulheres estrangeiras”, porque elas estavam “aumentando a culpa de Israel (Ed 10.10). Entretanto, quando perguntaram a Paulo se o crente deveria divorciar-se de sua esposa não crente, ele disse: “se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone” (1 Co 7.12). É preciso observar que Esdras está falando a judeus, entre eles líderes que, contrariando a ordem de Deus, e menosprezando as tristes conseqüências desta prática (O Cativeiro), haviam se casado com mulheres estrangeiras (Êx 34.10-17; Dt 7.1-4; Ed 10.10,18). Ao passo que Paulo,  está se dirigindo a maridos que haviam se convertido do paganismo, cujas esposas não tinham abraçado a fé cristã (1 Co 7.12,14,16). As esposas que Esdras ordena que sejam despedidas, não eram apenas “incrédulas” que “consentiam” em morar com o marido, sendo “santificadas” por ele. Elas eram mulheres estrangeiras, adoradoras de ídolos (Ed 10.30; Ne 13.23-26), que estavam trazendo influência pagã sobre seus maridos. Deus havia dito a Salomão que suas mulheres pagãs lhe “perverteriam o coração”, para seguir “os seus deuses” (1 Rs 11.2).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ESDRAS

O livro de Esdras relata como Deus cumpriu sua promessa profética através de Jeremias (Jr 29.10-14), no sentido de restaurar o povo judeu depois de setenta anos de exílio na Babilônia, ao trazê-lo de volta à sua própria terra (1.1). O colapso de Judá como nação e sua deportação para Babilônia ocorrera em três levas separadas (605 a.C;597 a.C.; 586 a.C., respectivamente). Semelhantemente, a restauração do remanescente, aconteceu em três levas, começando cerca de dois anos depois da queda do império babilônico pela Pérsia (539 a.C.). Esdras registra a primeira e a segunda leva de repatriados abrangendo três reis persa (Ciro, Dario e Artaxerxes) e cinco líderes espirituais: Zorobabel, que com o ajuda do sumo sacerdote Jesua,  e dos profetas Ageu e Zacarias reconstruiu o Templo; e Esdras, que conduziu o retorno do segundo grupo para restaurar o povo, espiritual e moralmente.

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ESTER

Cronologicamente, a história de Ester ocorre entre o primeiro e o segundo retorno dos exilados da Babilônia/Pérsia. Enquanto Esdras e Neemias contam a história dos judeus que retornaram à Jerusalém, o livro de Ester registra como viviam e, como foram milagrosamente preservados, os judeus que permaneceram na corte persa. O livro conta a história de Ester, uma bela jovem judia que providencialmente, foi elevada à posição de rainha da Pérsia casando-se com o rei Assuero. Sob a orientação do justo e sábio Mordecai, seu primo e pai adotivo, ela salva o seu povo do extermínio planejado por Hamã, um invejoso ministro do monarca persa. Ester não apenas salvou seu povo, mas também garantiu segurança e respeito num país estrangeiro (8.17;10.1-3), o que muito contribuiu para o projeto divino de restaurar Jerusalém. Até hoje, os judeus celebram o grande livramento do tempo de Ester, na festa de Purim, ou “Sortes”. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. No entanto, vestígios de Sua presença e de Seus caminhos transparecem em todo o livro, especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. Independentemente das conseqüências, eles demonstraram que temiam a Deus, não aos homens, arriscando suas vidas por amor ao Seu povo (3.1-6; 4.1-17; 7.1-6).

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