Archive for novembro, 2009
LANÇANDO LUZ SOBRE AS EPÍSTOLAS PAULINAS – PARTE 1 - CARTAS DAS VIAGENS MISSIONÁRIAS - GÁLATAS, 1 e 2 TESSALONICENSES, 1 e 2 CORÍNTIOS e ROMANOS
Posted by lidia in 1 Coríntios, 2 Coríntios, 2 Tessalonicenses, Gálatas, Novo Testamento, Romanos, Tessalonicenses, lançando luz on novembro 23rd, 2009
Paulo não apenas fundava igrejas, ele também as pastoreava (2 Cor 11.28). Para manter contato com elas, ajudá-las a resolver os seus problemas e torná-las mais maduras, Paulo acabou se tornando o maior escritor do Novo Testamento. As Cartas se tornaram uma grande ferramenta em seu ministério, sendo cada uma delas escritas em função da situação específica da comunidades à qual foi destinada. O conjunto das Cartas Paulinas compreende um total de treze. A ordem em que aparecem nas nossas Bíblias não reflete a data em que foram escritas, mas a sua extensão. A mais longa, Romanos em primeiro lugar e Filemom a mais curta, por último. Entretanto uma maneira melhor de agrupá-las seria: (1) Cartas das Viagens Missionárias – Gl, 1 e 2 Ts, 1 e 2 Cr e Rm; (2) Cartas da Prisão – Fm, Cl, Ef e Fl; (3) Cartas Pastorais – 1 Tm, Tt e 2 Tm.
GÁLATAS – O ministério de Paulo na Galácia, durante a 1ª viagem missionária, foi muito bem sucedido (At 13.1-14.26). Com o crescimento da Igreja entre os gentios, alguns mestres judeus, os judaizantes, embora não negassem diretamente a Cristo, tentavam fazer uma espécie de fusão entre o cristianismo e o judaísmo, afirmando que os crentes gentios precisavam guardar da Lei de Moisés, e praticar a circuncisão como pré-requisito para o desenvolvimento pleno da salvação. Paulo escreveu aos gálatas para dizer-lhes que continuar a observar a Lei para a salvação, era tornar inútil a obra de Cristo.
1 e 2 TESSALONICENSES – Como resultado da pregação em Tessalônica, durante a 2ª viagem, muitos creram no evangelho. A grande hostilidade por parte dos judeus, obrigou Paulo e seus companheiros a partir prematuramente da cidade (At 17.1-7). Ele então, escreveu duas cartas para expressar sua alegria e gratidão pela fé e perseverança daqueles irmão, mesmo em meio à perseguição, (2) instruí-los na vida piedosa e (3) para elucidar certas doutrinas, especialmente no tocante à situação dos crentes que morrem antes da volta de Cristo.
1 e 2 CORÍNTIOS – Corínto era famosa por sua imoralidade e paganismo. Durante a 2ª viagem missionária, Paulo organizou uma igreja ali (At 18.1-17). Uma igreja cheia de dons e de problemas. A primeira carta tinha por objetivo resolver algumas de suas dificuldades. Ao ser informado do resultado positivo que a carta de exortação produzira, Paulo escreveu uma segunda carta elogiando aqueles irmãos pela disposição em abandonar o erro e, também encorajá-los a continuar socorrendo os crentes necessitados na Judéia. (2 Co 8:1-15).
ROMANOS – Paulo não escreveu esta carta para discutir problemas específicos na igreja, e sim, para preparar os irmãos para sua visita há muito esperada (15.22-24). Ele havia lançado os fundamentos do evangelho nas províncias orientais ao longo de suas 3 viagens missionárias, agora desejava prosseguir seu ministério nas províncias ocidentais. Roma, a capital do Império, seria a base lógica para os empreendimentos futuros. Paulo escreveu para edificar os crentes sobre o real significado da morte sacrificial de Cristo. Embora seja um livro de teologia profunda, traz uma infinidade de exortações práticas.
LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS
Posted by lidia in Atos dos Apóstolos, lançando luz on novembro 23rd, 2009
O livro de Atos é a continuação do registro histórico que Lucas enviou a Teófilo (Lc 1.3; At 1.1), para mostrar como a vida e o ministério de Jesus, o Cristo, continuaram por meio do Espírito Santo, através de seus discípulos. Lucas foi testemunha ocular de muitos dos fatos narrados no livro, pois acompanhou o apóstolo Paulo em grande parte das viagens missionárias (note o uso dos pronomes, “nós, nosso, nos” em At 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-37; 28.1-16; ver tb Cl 4.14;Fm 24). Assim, ele nos dá um esboço da história da igreja, abrangendo um período de aproximadamente 28 anos, desde a ascensão de Jesus até o fim do segundo ano da prisão de Paulo em Roma, por volta de 61 d.C.. Durante este período, quatro imperadores romanos governaram em seqüência: Tibério, Calígola, Cláudio e Nero.
Atos é o elo de ligação entre os quatro Evangelhos e as Epístolas. É o único documento histórico sobre a expansão do evangelho escrito antes do 3º século. Nos ajuda a saber como era a vida cotidiana dos cristãos na igreja primitiva, sua dedicação à convivência comunitária, à pregação do evangelho e ao aprendizado das doutrinas cristãs. Nos aponta padrões para a vida da igreja, não como uma simples organização, mas como um organismo vivo. Nos fornece princípios para orientar o trabalho missionário da igreja ainda hoje. Também nos oferece o pano de fundo histórico para compreender as epístolas, particularmente as paulinas. Atos 1.8 é, ao mesmo tempo, a chave e o resumo do livro, predizendo o derramamento do Espírito Santo e o poderoso testemunho que se expandiria passo a passo, desde a Palestina até a Itália. O livro começa com o testemunho em Jerusalém (Caps 1-7), tendo Pedro como líder e os judeus como receptores do evangelho. O martírio de Estevão, dá início à grande perseguição que provoca a dispersão para Judéia e Samaria e a conversão de Saulo (caps 8-12). A maior seção enfoca a expansão do ministério entre os gentios, agora comandado por Paulo e seus colaboradores até aos confins da terra (caps 13-28).
LANÇANDO LUZ SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO JOÃO
Posted by lidia in João, lançando luz on novembro 23rd, 2009
O autor foi o apóstolo João, chamado “filho do trovão” ( Mc. 3:17 ), o discípulo amado. filho de Zebedeu e irmão de Tiago. Tinha sido seguidor de João Batista antes de tornar-se discípulo de Jesus. João escreveu para os cristãos já no final de primeiro século (80-100 A.D.). Paulo e Pedro tinham sido martirizados e todos os demais apóstolos haviam morrido; Jerusalém fora destruída pelas legiões romanas sob o comando de Tito ( 70 A.C. ). Falsos Mestres haviam surgido, negando que Jesus Cristo fosse o Filho de Deus, o Deus preexistente, vindo em carne. Estes primitivos hereges cristãos, pensavam que tudo o que fosse material ou físico era inerentemente mal. Por isso João inicia seu registro, com Jesus Cristo antes da sua encarnação ( 1:1-18 ). Mostra que Ele não teve princípio; Ele era o princípio; Ele é eterno. Ele não é parte da criação, mas o próprio Criador. Veio para revelar o Pai e fez isto por suas palavras, ações, caráter e amor ao fazer-se carne, morrer na cruz e ressuscitar.
Algumas das distinções entre o Evangelho de João e os demais são: 1) Ao invés das parábolas, João tem longos discursos; 2) Em lugar dos muitos milagres e curas, João seleciona sete milagres (5 inéditos) que servem como “sinais”; 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa, ao invés de uma; 4) O relacionamento de Jesus com indivíduos é mais privilegiado do que seu contato geral com o público; 5) A designação do Espírito Santo como “Confortador” ou “Consolador” (14.16) é exclusiva de João; 6) Os ditos “Eu sou” são exclusivamente joaninos. Trinta e cinco vezes Cristo se refere a Deus como ” meu Pai “, o que significava que Ele era Deus ( 5:17-18 ). Mais tarde Ele afirmou mais explicitamente: “Eu e o Pai somos um” (10:30 ) e, “Quem vê a mim, vê o Pai”. ( 14:9 ). João apresenta Jesus como Revelação do Grande ” Eu sou ” do Antigo Testamento ( Êxodo 3:14 ). O propósito de João ao registrar estes sinais realizados por Jesus é descrito em 20;30-31: “… para que creais que Jesus é o Cristo o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome”. Três palavras se destacam nesta passagem: Sinais, crença e vida. Elas apontam para a organização lógica do Evangelho: Nos sinais está a revelação de Deus. Na crença está a reação esperada aos sinais. Na vida está o resultado que a crença traz.
LANÇANDO LUZ SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS
Posted by lidia in Lucas, lançando luz on novembro 23rd, 2009
O Evangelho segundo Lucas é o primeiro dos dois livros endereçados a Teófilo - “aquele que ama a Deus”- (1.3; O segundo foi Atos - At 1.1). Provavelmente, Teófilo era uma autoridade pública, um oficial romano e Lucas viu nele, a pessoa adequada para publicar sua obra entre os gentios, o que de fato ocorreu. Lucas era um médico gentio convertido que tornou-se um leal cooperador do apóstolo Paulo (2 Tm 4.11; Fm 24; Cl 4.14). Ele é o único autor bíblico não-judeu. Enquanto o evangelho de Mateus foi escrito por um judeu para judeus e Marcos foi escrito por um judeu para gentios, o evangelho de Lucas foi escrito por um gentio para os gentios. O mundo gentio de língua grega dispunha de relatos orais de Jesus, dados por testemunhas oculares e breves tratados escritos, mas nenhum registro completo com os fatos na devida ordem (1.1-4). Então, Lucas se propôs a investigar tudo cuidadosamente “desde o princípio” (1.3).
“Filho do Homem”, é a expressão chave do livro de Lucas porque apresenta Jesus como homem, destacando assim Sua humanidade, sem omitir sua divindade. Sua genealogia recua até Adão (3.23-38) e não até Abraão como Mateus (Mt 1.1-17). Sendo perfeitamente humano, Jesus estava habilitado a ser o representante legítimo dos seres humanos, que veio como a provisão divina de salvação para todos os descendentes de Adão. Lucas queria que seus leitores soubessem que haviam sido incluídos no plano divino de salvação desde o começo, embora historicamente os judeus fossem os primeiros a ouvir a mensagem, porém, como canal para todos os outros. Ele enfatiza o fato de que o evangelho (As Boas Novas), não é apenas para os judeus, mas para todos os povos - gregos, romanos, samaritanos e todos os outros, sem levar em conta raça ou condição. Não é só para homens, mas também para mulheres, incluindo viúvas e prostitutas. Não é só para homens livres , mas também para escravos, para todos os pobre, os fracos, os indefesos e os destacados socialmente. Para o ladrão crucificado, o pecador proscrito, o publicano desprezado. Segundo a tradição, Lucas evangelizou o sul da Europa e foi martirizado na Grécia aos 84 anos de idade. Por falta de cruz, foi pregado numa figueira.
LANÇANDO LUZ SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS
Posted by lidia in Marcos, lançando luz on novembro 23rd, 2009
João Marcos escreveu o primeiro e o mais curto dos quatro Evangelhos, pouco antes da destruição de Jerusalém (65-67 d.C.). Marcos escreveu tendo como base os sermões do apóstolo Pedro (Atos 3:13-14 e 10:37-42), mas é provável que ele próprio tenha testemunhado alguns dos fatos narrados. Não encontramos neste Evangelho, como em Mateus e Lucas, a genealogia, a narrativa do nascimento, nem as pinceladas sobre a infância do Jesus. Marcos é conhecido como “o Evangelho da Ação”. A maior parte dos sermões de Jesus são omitidos, dando maior ênfase nas ininterruptas atividades do Senhor em um registro dinâmico e descritivo de seu ministério (Mr 1:12, 18,29). Há poucas referências ao AT, já que seus leitores originais, os romanos, não possuíam um conhecimento prévio do mesmo. Entretanto, as referências às Escrituras, no relato de Marcos, ilustram amplamente o importante lugar de elas ocupavam em seu ministério.
Na cristologia de Marcos, Jesus é apresentado como verdadeiro homem. Ele precisava comer, beber, sentia cansaço, se entristecia, se indignava, enfim, possuía um corpo humano, um espírito humano, e inclusive poderia morrer. Isso tudo, sem negar sua divindade. As duas naturezas, divina e humana, se encontram em perfeita harmonia na pessoa de Jesus Cristo, o Filho do homem, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mr 10:45).