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LANÇANDO LUZ SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS

João Marcos escreveu o primeiro e o mais curto dos quatro Evangelhos, pouco antes da destruição de Jerusalém (65-67 d.C.). Marcos escreveu tendo como base os sermões do apóstolo Pedro (Atos 3:13-14 e 10:37-42),  mas é provável que ele próprio tenha testemunhado alguns dos fatos narrados. Não encontramos neste Evangelho, como em Mateus e Lucas, a genealogia, a narrativa do nascimento, nem as pinceladas sobre a infância do Jesus.  Marcos é conhecido como “o Evangelho da Ação”.  A maior parte dos sermões de Jesus são omitidos, dando maior ênfase nas ininterruptas atividades do Senhor em um registro dinâmico e descritivo de seu ministério  (Mr 1:12, 18,29).  Há poucas referências ao AT, já que seus leitores originais, os romanos, não possuíam um conhecimento prévio do mesmo. Entretanto, as referências às Escrituras, no relato de Marcos, ilustram amplamente o importante lugar de elas ocupavam em seu ministério.

Na cristologia de Marcos, Jesus é apresentado como verdadeiro homem. Ele precisava comer, beber, sentia cansaço, se entristecia, se indignava, enfim, possuía um corpo humano, um espírito humano, e inclusive poderia morrer. Isso tudo, sem negar sua divindade. As duas naturezas, divina e humana, se encontram em perfeita harmonia na pessoa de Jesus Cristo, o Filho do homem, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”  (Mr 10:45).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS


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LANÇANDO LUZ SOBRE O NOVO TESTAMENTO

Nesta semana, estamos iniciando a leitura do Novo Testamento e, assim como no Antigo Testamento, Cristo é o tema central. No Antigo testamento Ele era o Cristo da promessa, agora no Novo, o Cristo da história. Ele era a esperança do Antigo e o fato do Novo. A expectativa do Antigo que tornou-se experiência no Novo. A previsão que se transformou em provisão. O que era latente no Antigo, ficou patente no Novo. O que foi predito está hoje presente. Os 27 livros que formam o Novo Testamento foram escritos num período de pouco mais de 50 anos (45 a 100 d.C.), em grego comum, idioma dos povos helenizados, embora a língua popularmente falada na Palestina, na época de Jesus, fosse o aramaico. Os livros circulavam separadamente, mas devido: 1) a rápida expansão do cristianismo; 2) o surgimento de literatura apócrifa e; 3) a dissiminação de heresias no sei da igreja, foi necessário que, gradualmente, eles fossem reunidos numa só coleção reconhecida pela Igreja Primitiva. É impossível estabelecer com exatidão a cronologia dos livros, mas podemos situá-los em três períodos dentro da história do cristianismo no primeiro século: 1) O Período do Começo (6 a.C a 29 d.C.) – Vida e ministério de Cristo narrados nos 4 Evangelhos, que entretanto, não foram escritos nesse período; 2) O Período de Expansão (29 d.C. a 60 d.C.) – O desenvolvimento do Evangelho desde Jerusalém até Roma. (Tiago, Gálatas, 1 e 2 Tessalonicenses, Marcos, 1 e 2 Coríntios, Romanos, Lucas, Colossenses, Efésios, Filipenses, Filemom, Atos e Mateus foram compostos nesse período); 3) O Período de Consolidação (60 d.C. a 100 d.C.) – (1 Timóteo, 1 Pedro, Tito, 2 Timóteo, 2 Pedro, Hebreus, Judas, João, 1, 2 e 3 João e o Apocalípse foram escritos neste período).

 

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE MALAQUIAS

Mais ou menos cem anos haviam se passado desde a volta do cativeiro. O templo havia sido reedificado, os sacrifícios e festas restaurados e a Lei reintroduzida por Esdras Entretanto, novamente um ambiente de apatia,  ceticismo e declínio espiritual generalizado, dominava os judeus. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo, devido à sua misericórdia, que dura para sempre como pano de fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. O profeta denuncia o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo (1.6-2.9). Os sacerdotes e o povo em geral, haviam se tornado cínicos e questionavam a justiça e os mandamentos de Deus. À medida que a sua fé minguava, iam se tornando mecânicos e insensíveis na sua observância ao culto divino, e indiferentes às exigências da Lei. Os compromissos de casamento eram violados, pois os homens divorciavam-se para se casarem com mulheres pagãs, provavelmente mais jovens e bonitas (2.10-16). O Senhor era defraudado, não apenas nos dízimos e ofertas negligenciados, mas também numa infinidade de outras trasgressões (2.17-3.15). Malaquias os confronta para se arrependerem de seus pecados e da hipocrisia religiosa para que não fossem, novamente, surpreendidos pela disciplina divina.  O livro consiste numa série de perguntas retóricas e irônicas feitas por Israel com as respectivas respostas de Deus por intermédio do profeta. De modo simples, direto e vigoroso, Malaquias apresenta um diálogo figurado entre um Deus justo e o Seu povo empedernido.  Malaquias, o último dos profetas do AT, é seguido por 400 anos de silêncio profético. A longa ausência profética terminaria no surgimento de João Batista. Ele foi previsto por Malaquias como o antecessor do Messias (3.1; Mt 11.7-15).

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LANÇANDO LUZ SOBRE OS LIVROS DE AGEU E ZACARÍAS

Sob a liderança de Zorobabel, o primeiro grupo de judeus que voltou à Jerusalém, lançou os alicerces do novo templo em 536 a.C., em meio a muita emoção e expectativa (Ed 3.8-11). Mas, os samaritanos e outros vizinhos opuseram-se à construção e conseguiram interrompê-la por mais ou menos 15 anos. A letargia espiritual generalizou-se, e o povo passou a preocupar-se apenas com a construção e o embelezamento de suas próprias casas (Ag 1.4,9). Em 520 a.C., o profeta Ageu e o jovem profeta Zacarías, exortam Zorobabel, Jesua e todo o povo a reordenar suas vidas e suas prioridades, retomando a construção do templo para que voltassem a receber as bênçãos de Deus. Eles também encorajaram os judeus mais velhos, que ficaram desanimados devido às humildes dimensões do novo templo comparado ao grande templo de Salomão (Ed 3.12). A exortação foi acatada e, no período de quatro anos, a obra foi concluída e dedicada ao Senhor (Ag 1.12-15; 2.1-9,19; Zc 8).

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POR QUE ESDRAS ORDENOU QUE OS ISRAELITAS DESPEDISSEM SUAS ESPOSAS “NÃO CRENTES”, SE MAIS TARDE, NO NOVO TESTAMENTO, PAULO NOS DIZ PARA NÃO FAZER ISSO?

Esdras fez com que todos os israelitas despedissem suas “mulheres estrangeiras”, porque elas estavam “aumentando a culpa de Israel (Ed 10.10). Entretanto, quando perguntaram a Paulo se o crente deveria divorciar-se de sua esposa não crente, ele disse: “se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone” (1 Co 7.12). É preciso observar que Esdras está falando a judeus, entre eles líderes que, contrariando a ordem de Deus, e menosprezando as tristes conseqüências desta prática (O Cativeiro), haviam se casado com mulheres estrangeiras (Êx 34.10-17; Dt 7.1-4; Ed 10.10,18). Ao passo que Paulo,  está se dirigindo a maridos que haviam se convertido do paganismo, cujas esposas não tinham abraçado a fé cristã (1 Co 7.12,14,16). As esposas que Esdras ordena que sejam despedidas, não eram apenas “incrédulas” que “consentiam” em morar com o marido, sendo “santificadas” por ele. Elas eram mulheres estrangeiras, adoradoras de ídolos (Ed 10.30; Ne 13.23-26), que estavam trazendo influência pagã sobre seus maridos. Deus havia dito a Salomão que suas mulheres pagãs lhe “perverteriam o coração”, para seguir “os seus deuses” (1 Rs 11.2).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ESDRAS

O livro de Esdras relata como Deus cumpriu sua promessa profética através de Jeremias (Jr 29.10-14), no sentido de restaurar o povo judeu depois de setenta anos de exílio na Babilônia, ao trazê-lo de volta à sua própria terra (1.1). O colapso de Judá como nação e sua deportação para Babilônia ocorrera em três levas separadas (605 a.C;597 a.C.; 586 a.C., respectivamente). Semelhantemente, a restauração do remanescente, aconteceu em três levas, começando cerca de dois anos depois da queda do império babilônico pela Pérsia (539 a.C.). Esdras registra a primeira e a segunda leva de repatriados abrangendo três reis persa (Ciro, Dario e Artaxerxes) e cinco líderes espirituais: Zorobabel, que com o ajuda do sumo sacerdote Jesua,  e dos profetas Ageu e Zacarias reconstruiu o Templo; e Esdras, que conduziu o retorno do segundo grupo para restaurar o povo, espiritual e moralmente.

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