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POR QUE DEUS PERMITIU QUE SALOMÃO TIVESSE TANTAS MULHERES, SE ELE CONDENA A POLIGAMIA? (Rs 11.1)

A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro desde o princípio quando cria um relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gn 1:27; 2:21-25). Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gn 4:1), até que o pecado a interrompeu (Gn 4:23). A Lei de Moisés claramente reitera esse padrão em Dt 17:14-17 e Jesus reafirmou a intenção original de Deus em Mt 19:4. Paulo enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” em 1 Co 7:2 e também insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3.2,12; Tt 1.5,6). Na verdade, o casamento monogâmico no NT, é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).

A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (Gn 4:19,23). Deus advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” (Dt 17:17; 1 Rs 11:2). Deus nunca ordenou a poligamia - como o divórcio, ele somente a tolerou por causa da dureza do coração do homem (Dt 24:1; Mt 19:8). Sendo assim, a poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão, pagou um alto preço por seu pecado. Deus odeia a poligamia, assim como o adultério e o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (Ml 2:14-16). Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove.

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LANÇANDO LUZ SOBRE OS LIVROS DOS REIS

1 e 2 Reis foram escritos para dar ao povo hebreu no exílio babilônico, um registro cronológico de quatro séculos de sua história (970  – 586 a.C.), para que eles compreendessem os antecedentes da divisão do Reino de Israel e a sucessão de eventos que culminaram na queda de ambos. Salientam que, tanto a divisão, quanto o colapso de Israel e Judá, foram uma conseqüência direta e inevitável da idolatria e da impiedade dos reis e da nação como um todo. Tendo isso em vista, os livros registram o sucesso ou fracasso de cada rei, conforme sua fidelidade ou infidelidade a Deus e ao Pacto da Aliança firmado com Ele. Essa perspectiva bíblica tinha por objetivo fazer com que os cativos repudiassem para sempre a idolatria, buscassem ao único Deus verdadeiro e cumprissem os seus mandamentos nas gerações futuras.

1 REIS – Divide-se em duas partes principais: A primeira descreve o reinado de Salomão (caps. 1-11) – Sua ascensão ao trono;  o apogeu dele e de Israel no âmbito mundial em termos de prosperidade, paz, poder e glória; a construção e dedicação do Templo em Jerusalém; sua poligamia que resultou na idolatria e declínio do reino. A segunda parte (caps. 12- 22), descreve a divisão do reino e o declínio espiritual e político de ambos; o florescimento do ministério dos profetas como representantes e porta-vozes de Deus diante dos reis de Israel e Judá, tendo como seu representante maior o profeta Elias.

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