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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ECLESIASTES
Posted by lidia in Antigo Testamento, Eclesiastes, lançando luz on junho 5th, 2009
O livro de Eclesiastes é uma retrospectiva da vida vazia em que o rei Salomão viveu seus últimos dias, com o coração desviado do temor do Senhor (1 Rs 11:1-8). O propósito do livro é descobrir qual o valor ou o sentido da vida. Se em Provérbios, Salomão apresenta argumentos divinos na busca da sabedoria, agora em Eclesiastes, ele apresenta argumentos humanos que descrevem sua própria busca pessoal. O tema é definido em 1.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” Ou, em outras palavras: “pode a verdadeira sabedoria, que trás sentido à vida, ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus?”. A busca do Pregador é por algum tipo de valor fixo, imutável, que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”), e servir como base de uma vida satisfatória. O termo hebraico traduzido por “valor” é yitron (1.3) e também pode ser traduzido por “ganho”, “vantagem”. “Vaidade” é uma palavra–chave no livro, traduzida do termo hebraico hebel (lit. “fôlego”), indicando assim aquilo que é mortal, transitório e efêmero. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado, ele os acha fugazes e transitórios (“vaidade”, “aflição de espírito”). A “sabedoria” humana de 1.12-18 está desprovida de valor verdadeiro. Igualmente, a resposta também não é encontrada no prazer, na riqueza, em grandes realizações (2.1-11), em uma doutrina de compensação (2.12-17) ou no materialismo (2.18-26). Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nenhuma dessas coisas têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus tem concedido (3.11-12; 5.18-20; 9.7-10), lembrando que, no final, Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11.7-10). Finalmente, a busca pelo sentido da vida encontra seu fim no temor (reverência) e na obediência a Deus. Isso precisa acontecer, mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira, pois Deus no fim, trará a juízo tudo o que existe (11.9; 12.14). Com esta observação profunda Salomão encerra o livro.