Archive for category Jonas

QUE ESPÉCIE DE CRIATURA MARÍTIMA ERA CAPAZ DE ENGOLIR JONAS?

A maior objeção à veracidade do livro de Jonas é que nenhuma criatura marítima seria capaz de engolir um homem.  Mas este argumento não é válido. O cachalote, com enorme cabeça quadrada, que constitui cerca de um terço do seu comprimento, é plenamente capaz de engolir um homem inteiro. É interessante saber que o porto marítimo de Jope antigamente era sede de baleeiros. Por outro lado, é possível que o peixe que engoliu Jonas tenha sido o grande tubarão-branco. Um destes foi apanhado em 1939, tendo no estômago dois tubarões inteiros de 2m de comprimento  cada um. E os grandes tubarões-brancos têm percorrido todos os mares, inclusive o Mediterrâneo. Deve-se notar, porém, que a Bíblia simplesmente declara: “Deus providenciou um grande peixe para engolir Jonas”, sem especificar que peixe era. (Jn 1:17). De modo que não se pode determinar exatamente de que “peixe” se tratava.

 

Fonte: Mamíferos do Mundo, de Walker, 1983, Vol. II, p. 901; Manual de Zoologia da Austrália, Os Peixes da Austrália, de G. P. Whitley, Sídnei, 1940, Parte 1  Os Tubarões, p. 125; A História Natural dos Tubarões, de R. H. Backus e T. H. Lineaweaver III, 1970, pp. 111, 113.

No Comments

LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE JONAS

O livro de Jonas, é diferente do outros livros proféticos; a história do personagem é a mensagem profética. A história ensina um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT: Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. Israel havia sido encarregado de entregar essa mensagem, mas falhou. Essa falha levou-os a um orgulho religioso extremo. No Livro de Jonas, pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Deus enviou Jonas, o profeta, a cidade de Nínive, capital da Assíria. Os assírios pagãos, inimigos de Israel de longa data, eram uma força dominante entre os antigos. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá, destruindo a zona rural e levando cativos. A mensagem é de juízo, mas Jonas sabe que Deus se mostrará misericordioso, caso eles respondam positivamente. O que os deixaria livres para saquear e roubar Israel novamente. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do Pacto, induzem Jonas a “fugir de diante da face do Senhor” (1.3). Jonas está descontente e, de algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livrá-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele.

A viagem a Társis logo mostra que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Deus providencia uma série de circunstâncias para conduzirem Jonas de volta ao seu chamado missionário. Uma grande tempestade (1.4-16), um grande peixe (1.17) e um grande livramento (2.1-10). Novamente, Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação (3.1,2). Desta vez, o profeta concorda relutantemente (3.3). Para seu espanto, os ninivitas, desde a pessoa mais humilde até o rei, se arrependeram e mostraram isso através do jejum, vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Até mesmo os animais foram obrigados a participar (3.5-10). O coração de Jonas ainda não está mudado, e ele reage com ira e confusão. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno, ou que Deus fosse escolher outra estratégia, Jonas constrói um abrigo numa colina, com vista para a cidade. Lá, ele aguarda o dia indicado para o julgamento. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. A incoerência de se importar mais com o destino de uma planta do que com o destino dos habitantes de Nínive, a quem Deus amava (cap.4).

 

 

 

 

 

 

No Comments