Archive for category Números

LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE DEUTERONÔMIO

Deuteronômio encerra o Pentateuco, o conjunto dos cinco livros escritos por Moisés. Enquanto Números registra as peregrinações pelo deserto, da rebelde primeira geração de israelitas, abrangendo um período de trinta e nove anos, Deuteronômio cobre um período um mês, na mesma localidade, as planícies de Moabe, a leste de Jericó e do rio Jordão. Como em Levítico, Deuteronômio contém uma série de detalhes legais, mas a ênfase se concentra nos leigos e não nos sacerdotes A nova geração, em sua maioria, não se lembrava da primeira Páscoa, da travessia do Mar Vermelho, nem da entrega da Lei no monte Sinai. Sendo assim, antes de transferia a liderança para Josué, Moisés, agora com 120 anos, se dirige à geração destinada a possuir a Terra prometida, numa série de três discursos. No primeiro, ele recorda os grandes atos do Senhor, os fracasso de Israel desde o monte Sinai e exorta-os a não repetir os mesmos erros de seus antepassados (1 a 4); no segundo, recaptula vários aspectos da Lei como lembrete do pacto de exclusividade que Deus havia estabelecido com eles (5 a 26); no terceiro, profetiza bênçãos e maldições, conforme a atitude de fé e obediência ou, incredulidade e desobediência ao Senhor (27 a 30). Os capítulos finais incluem a nomeação de Josué como sucessor de Moisés e o registro de sua morte, inserido posteriormente por Josué (31 a 34).

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Incredulidade, Murmuração e Rebelião tratadas radicalmente - (Caps 11, 12, 14, 16, 20 e 25).

1. Incredulidade é a negação da fé. É colocar em dúvida o caráter de Deus. É chamar Deus de mentiroso (1 Jo 5.10; Nm 23.19). “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6).

2. Murmurar, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, tomar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. A murmuração é uma manifestação verbal de incredulidade no poder e na bondade de Deus que controla as circunstâncias de nossa vida. Além disso, a murmuração sempre anda junto com a contenda e a desobediência (Nm 14.26-35; 1 Co 10.10-11; Fl 2 14-15; Hb 3.12-19).

3. Rebelião – Enquanto a murmuração é uma manifestação velada da incredulidade, a rebelião é a sua manifestação explícita. É a rejeição aberta, declarada contra a autoridade de Deus, muitas vezes, manifestada através da rebelião às autoridades instituídas por Deus como no caso de Coré, Data e Abirão (Rm 13. 1-7; 1 Sm 15.22-23).

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POR QUE A LEI DO CIÚMES FOI ESTABELECIDA? – Nm 5: 11-31

Ao contrário do que possa parecer, essa lei não tinha o objetivo de incentivar o ciúmes e às suspeitas e sim, dissipá-los. A pena para o adultério era aplicada muito raramente, pois uma das grandes dificuldades era a comprovação plena do adultério. Já que a pena de morte somente poderia ser aplicada se a pessoa fosse apanhada em flagrante adultério (ver Lv 20.10 e Jo 8.4,5). Se um marido suspeitasse que sua mulher havia adulterado, a lei do ciúmes exigia que ela fosse submetida a uma estranha prova diante do sacerdote para que fosse estabelecida a sua inocência ou confirmada a suspeita do marido por meio de uma intervenção divina, acompanhada, provavelmente, pelo fator psicológico da culpa (hoje, é comprovada a influência da mente e das emoções sobre o funcionamento do corpo, produzindo, muitas vezes, as doenças psicossomáticas). Confirmado o adultério, o divórcio era viabilizado, oferecendo ao marido traído a possibilidade de resolver o problema sem expor sua desonra. Por outro lado, a lei do ciúmes dava à esposa inocente o direito de não ser repudiada injustamente, pois ela tinha a seu favor, uma consciência limpa e o testemunho inquestionável do próprio Deus que tudo vê. Sendo assim, essa lei não deve ser vista apenas como uma manifestação machista de uma estrutura social primitiva, mas também sob a ótica de um Deus zeloso que desejava proteger seu povo da dureza de coração manifestada na imoralidade, na infidelidade conjugal, na mentira, no machismo e nas injustiças.

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE NÚMEROS

O quarto livro atribuído a Moisés é conhecido pelo nome de Números porque registra os dois censos de Israel: Um no Sinal (cap. 1) e outro em Moabe (cap. 26). O objetivo destes censos era determinar quantos homens (maiores de 20 anos), estavam capacitados para lutar na grande conquista que se aproximava. Eles haviam se tornado um grande Povo durante os 430 anos do Egito. No Sinai, Deus havia entregue a eles uma Lei, que era a sua Constituição. Agora eles estavam prestes a possuir a Terra, completando assim o projeto divino de transformá-los numa grande nação. Entretanto, logo ficou evidente que Deus os havia tirado do Egito, mas não conseguira tirar o Egito deles.  Eles não creram na promessa de Deus e se rebelaram contra a sua autoridade. Por isso, foram condenados a uma longa peregrinação de 40 anos pelo deserto, o que torna o título do livro no original hebraico, mais apropriado: “No deserto”.  No deserto eles murmuraram contra Deus; no deserto eles foram disciplinados; no deserto eles viram a primeira geração inteira ser exterminada; no deserto eles enfrentam fortes inimigos e foram protegidos; no deserto a nova geração se reorganiza para a conquista; no deserto eles experimentam a fidelidade de Deus, provendo diariamente, alimento, roupas, sandálias e proteção. Apesar da incredulidade de Israel, o plano de Deus não foi frustrado através do remanescente fiel: Josué e Calebe

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