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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL

O contexto histórico do livro de Ezequiel são os primeiros anos do exílio Babilônico. Nabucodonosor levou cativos os judeus de Jerusalém para a Babilônia em três etapas: 1) em 605 a.c., jovens judeus escolhidos forma deportados, entre eles Daniel e seus três amigos; 2) em 597 a. C., 10.000 cativos foram levados à Babilônia. Entre eles se achavam a família do rei e os príncipes; os valentes, os poderosos; os artífices e construtores e Ezequiel; 3) em 586 a. C., os babilônicos destruíram totalmente a cidade e o templo, e a maioria dos sobreviventes foi transportada para o cativeiro. O ministério de Ezequiel ocorreu durante os sete anos que precederam a destruição de Jerusalém (593-586 a.C.),  e os quinze anos seguintes (586-571).  Durante esses anos críticos, Deus não privou a si nem aos israelitas dos serviços de um profeta. Jeremias atuava em Jerusalém, Daniel na corte de Babilônia e Ezequiel era o profeta entre os exilados judeus em Babilônia.

Ezequiel, cujo nome significa “Deus fortalece”, era de família sacerdotal (1.3), e passou os vinte e cinco primeiros anos da sua vida em Jerusalém. Estava se preparando para o trabalho sacerdotal do templo quando foi levado prisioneiro à Babilônia. Lá, recebeu sua chamada profética da parte de Deus, e a partir daí ministrou fielmente durante vinte e dois anos, pelo menos. Ezequiel tinha dezessete anos quando Daniel foi deportado, portanto, os dois eram praticamente da mesma idade. Ezequiel e Daniel foram contemporâneos de Jeremias, porém mais jovens que ele e, provavelmente, foram por ele influenciados (Dn 9.2). Quando Ezequiel chegou à Babilônia, Daniel já era bem conhecido; Ezequiel refere-se a ele três vezes no seu livro (14.14,20; 28.3). Ao contrário de Daniel e Jeremias, Ezequiel era casado (24.15-18), e vivia como um cidadão comum entre os exilados judeus. Nabucodonosor permitiu que os israelitas tivessem as suas próprias casas, servos, e que praticassem o comércio. (Ez 8:1; Jr 29:5-7; Ed 2:65) Se fossem diligentes, poderiam prosperar. Entretanto, morando no meio dum poderoso império, cercados de um povo de costumes estranhos e de adoração pagã, cairiam nos laços da religião e do materialismo babilônicos? Continuariam rebeldes contra Deus? Aceitariam o seu exílio como disciplina procedente dele? Estes eram os desafios que o profeta Ezequiel teria que enfrentar durante o seu ministério.

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS

 

Como já vimos, 1 e 2 Crônicas eram originalmente um só livro. Cobrem o mesmo período da história de 1 e 2 Reis, mas sob a perspectiva espiritual do reino de Davi. Em Reis, temos a história sob o ponto de vista profético e moral; em Crônicas, temos o registro da dinastia de Davi sob a ótica sacerdotal e espiritual. Segundo Crônicas registra o período que vai do começo do reinado de Salomão, em 971 a. C., até o decreto de Ciro, rei da Pérsia, que autorizou aos judeus voltar para Jerusalém e reconstruir o Templo em 538 a.C.. O reino do Norte (Israel) é mencionado somente quando de alguma forma está envolvido nos assuntos do reino do Sul (Judá). A antiga tradição judaica afirma que Esdras é o seu autor (veja a semelhança entre 2 Cr 36.22,23 e Ed 1.1-3). Esdras era escriba e profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. Tudo o que havia restado dos gloriosos reinados de Davi e Salomão era a pequena província de Judá. Segundo Crônicas está dividido assim: O reinado de Salomão (1-9);  A revolta das tribos do Norte (10);  Os reis de Judá (11.1-36.12);  A queda de Jerusalém (36.13-23).  Veja a seguir, a lista dos reis de Judá, o tempo de reinado de cada um, uma avaliação de seu caráter e as referências nos livros de Reis e Crônicas, desde a divisão do Reino até a queda de Jerusalém:

01.    Roboão – Reinou 17 anos – Quase sempre mau – 1 Rs 12.1-24; 2 Cr 10.1-11.23

02.     Abias – Reinou 3 anos – Quase sempre mau – 1 Rs 15.1-8; 2 Cr 13.1-22

03.    Asa – Reinou 41 anos – Bom – 1 Rs 15.9-24; 2 Cr 14.1-15

04.    Josafá – Reinou 25 anos – Muito bom – 1 Rs 22.41-51; 2 Cr 17.1-19

05.    Jeorão – Reinou 8 anos – Mau – 2 Rs 8.16-24; 2 Cr 21.1-20

06.    Acazias – Reinou 1 ano – Mau - 2 Rs 8.25-29;  2 Cr 22.1-9

07.    Atalia – Reinou Atalia – Perversa - 2 Rs 11.1-21;  2 Cr 22.10-23.21

08.    Joás – Reinou 40 anos - Quase sempre bom - 2 Rs 12.1-21;  2 Cr 24.1-27

09.    Amazias – Reinou 29 anos - Quase sempre bom - 2 Rs 14.1-22;  2 Cr 25.1-28

10.  Uzias – Reinou 52 anos -  Bom - 2 Rs 15.1-7;  2 Cr 26.1-23

11.  Jotão – Reinou 16 anos – Bom - 2 Rs 15.32-38;  2 Cr 27.1-9

12.  Acaz – Reinou 16 anos – Perverso - 2 Rs 16.1-20;  2 Cr 28.1-27

13.  Ezequias – Reinou 29 anos - O melhor - 2 Rs 18.1-20.21; 2 Cr 29.1-32.33

14.  Manassés – Reinou 55 anos - O pior - 2 Rs 21.1-18;  2 Cr 33.1-20

15.  Amom – Reinou 2 anos - Muito mau - 2 Rs 21.19-26;  2 Cr 33.21-25

16.  Josias – Reinou 31 anos - Muito bom - 2 Rs 22.1-23.30;  2 Cr 34.1-35.27

17.  Jeoacaz – Reinou 3 meses – Mau - 2 Rs 23.31-33; 2 Cr 36.1-3

18.  Jeoaquim – Reinou 11 anos – Perverso - 2 Rs 23.34-24.6;  2 Cr 36.4-8

19.  Joaquim – Reinou 3 meses – Mau - 2 Rs 24.8-17;  2 Cr 36.9-10

20.  Zedequias – Reinou 11 anos – Mau - 2 Rs 24.18-25.7;  2 Cr 36.11-21

 

 

 

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LANÇANDO MAIS LUZ SOBRE O LIVRO DE 1 CRÔNICAS

A mensagem essencial do primeiro livro de Crônicas é: Deus, como Senhor e Soberano, abençoando a obediência e punindo a desobediência. O pensamento chave é: “Tu reinas sobre tudo” (29.11-12). Do início ao fim do livro, Deus é engrandecido e recebe a merecida soberania em Israel e, ainda que muitas vezes ignorado e desobedecido, Ele é sempre Senhor e Soberano.  Deus é glorificado nos Seus caminhos e obras cuidando daqueles que nele confiam e servem (4:9-10; 5:20; 11:14; 12:18;  14:2, 10, 14-15). Apesar da crescente corrupção e iniqüidade de seu povo, Deus assenta-se como Rei. Através de Crônicas compreendemos a história de Israel do ponto de vista celeste. Crônicas mostram que, embora a desgraça tivesse caído sobre o reino de Judá, Deus mantinha as promessas que havia feito à nação e continuava a realizar o seu plano para o seu povo. Como base para esta afirmação, o escritor conta às conquistas de Davi e Salomão, as reformas de Josafá, Ezequias e Josias e fala do povo que continuou fiel a Deus. Descreve também o início da adoração a Deus no Templo de Jerusalém e a organização do ministério dos sacerdotes e dos levitas, que eram os encarregados do culto. Davi é apresentado como aquele que planejou o Templo e o culto embora tivesse sido Salomão quem veio a construí-lo.

Como já vimos, no original hebraico, 1 e 2 Crônicas aparecem reunidos em um livro apenas, assim como 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. Foram divididos em dois livros pelos tradutores da Septuaginta, quando traduziram o Velho Testamento para o grego. A razão é que a língua grega requer, pelo menos, um terço mais de espaço do que o hebraico, daí a necessidade de dividi-los, porque os rolos tinham um comprimento limitado, e para facilitar o seu uso. Com isto em mente, observe a seqüência lógica e perfeita dos dois livros: Eles começam com o rei Davi e terminam com o rei de Babilônia; começa relatando a dedicação do Templo e termina com a destruição do mesmo; abre com o primeiro sucessor de Davi e termina com o último sucessor de Davi, libertado da casa de servidão. 

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE 1 CRÔNICAS

Os dois livros de Crônicas eram, originalmente um só livro. Mas, já que temos narrativas semelhantes nos livros de Samuel e Reis, por que foram escritos? Considere a situação. O exílio na Babilônia havia terminado. Os judeus foram restabelecidos em sua terra. Entretanto, existia a tendência perigosa de se desviarem novamente da adoração de Deus no templo reconstruído em Jerusalém. Esdras recebeu autorização do rei da Pérsia para nomear juízes e instrutores da lei de Deus. Eram necessárias genealogias exatas para garantir que apenas pessoas autorizadas servissem no sacerdócio e também para confirmar as heranças tribais, das quais o sacerdócio recebia seu sustento. Devido às profecias sobre o Reino, também era vital um registro claro e fidedigno da linhagem de Judá e de Davi.

Esdras desejava tirar os judeus restabelecidos de seu estado de apatia e incutir neles a convicção de que eles eram, de fato, herdeiros do Pacto com Deus. Por isso, apresentou-lhes uma narrativa completa da história da nação e da origem da humanidade, remontando até o primeiro homem, Adão.  Uma vez que o reino de Davi era o foco desse Pacto, ele ressaltou a história de Judá, omitindo quase inteiramente as dez tribos ao norte (Israel). Apontou os pecados que levaram à derrubada do reino, salientando também, ao mesmo tempo, as promessas de restauração. Frisou a importância da adoração pura, focalizando a atenção nos inúmeros pormenores relacionados ao Templo, seus sacerdotes, os levitas, os mestres de canto, e assim por diante. O livro se divide naturalmente em duas partes: os primeiros 9 capítulos,  tratam primariamente de genealogias, e os últimos 20 capítulos,  abrangem os eventos desde a morte de Saul até o fim do reinado de Davi. Primeiro Crônicas também foi de grande proveito para a Igreja primitiva. Mateus e Lucas puderam recorrer às suas genealogias para provar claramente que Jesus Cristo era o “filho de Davi” e o Messias com direito legal ao trono eterno (Mt 1:1-17; Lc 3:23-38).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS

O livro de Lamentações é uma coleção de poemas que têm como tema, a queda de Jerusalém. Durante quatro décadas Jeremias predisse a destruição de Jerusalém porém, seus moradores não lhe deram ouvidos e prosseguiram em seus caminhos de rebelião obstinada. Finalmente, no ano 589 a. C., ele assistiu o cumprimento de suas mais sombrias profecias. Jerusalém foi sitiada e capturada e, depois de saqueada,  totalmente destruída por Nabucodonosor, rei da Babilônia. A fome, a espada e outros horrores trouxeram à cidade um sofrimento pavoroso –  uma penalidade direta da parte de Deus, por causa dos pecados do povo, dos profetas e dos sacerdotes. O povo escolhido e protegido perdeu tudo e estava numa situação de desesperança. Cumpriu-se Deuteronômio 28:45-65.

Agora, na mais extrema angústia e esmagadora derrota, sem haver absolutamente esperança de conforto de alguma fonte humana, o profeta aguarda a salvação da mão do grande Senhor do universo. No meio de todo o flagelo de Jerusalém, Lamentações expressa confiança de que Deus mostrará benevolência e misericórdia, se lembrará de Sião e a trará de volta (3:31,32).  O livro expressa esperança em “novos dias”, como no tempo antigo, quando os reis Davi e Salomão reinavam em Jerusalém. Ainda vigora o pacto de Deus com Davi para um reino eterno! Se Israel realmente se arrepender e voltar pra Deus, haverá misericórdia, perdão e restauração. Deus não rejeitará para sempre. “As suas misericórdias certamente não acabarão. São novas cada manhã” (3:22-23).  E continuarão para com os que amam a Deus até que, sob o seu justo domínio do Reino, toda criatura que vive exclame em adoração: “A minha porção é o Senhor”  (5:24).

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LANÇANDO MAIS LUZ SOBRE O LIVRO DE JEREMIAS

O livro de Jeremias é essencialmente uma coletânea de profecias, dirigidas principalmente a Judá (caps. 2—29), mas também a nove nações estrangeiras (caps. 46—51); estas profecias focalizam principalmente o juízo, embora haja algumas que falam sobre a restauração do povo de Deus (caps. 30—33). Essas profecias não estão dispostas numa ordem  rigidamente cronológica ou temática, embora o livro de Jeremias tenha a estrutura global. Parte do livro está escrita em linguagem poética, enquanto que outras têm a forma de prosa ou narrativa. Suas mensagens proféticas estão entrelaçadas com os seguintes aspectos históricos: 1) a vida e ministério do profeta ( caps. 1; 34—38; 40—45); 2) a história de Judá, principalmente durante o
período dos reis: Josias (caps. 1—6), Joaquim (7—20) e Zedequias (21—25; 34), inclusive a queda de Jerusalém (cap. 39); e 3) eventos internacionais que envolviam Babilônia e outras nações (25—29; 46—52).
Assim como Ezequiel, Jeremias usa muita simbologia para ilustrar de modo claro a sua mensagem profética: o cinto apodrecido (13.1-14), a seca (14.1-9), a proibição divina de não se casar ou ter filhos (16.1-9), o oleiro e o barro (18.1-11), o vaso do oleiro, que se fragmentou (19.1-13), os dois cestos de figos (24.1-10), o jugo no seu pescoço (27.1-11), a compra de um terreno na sua cidade natal (32.6-15) e as grandes pedras colocadas no pavimento de tijolos de Faraó (43.8-13). A compreensão clara que Jeremias tinha da sua chamada profética, juntamente com as freqüentes reafirmações de Deus (1.17; 3.12; 7.2,27,28; 11.2,6; 13.12,13; 17.19,20), capacitaram-no a proclamar com ousadia e fé a palavra profética a Judá, apesar de esta nação sempre reagir com hostilidade, rejeição e perseguição (15.20,21). Após a destruição  de Jerusalém, Jeremias foi levado contra sua vontade ao Egito, onde continuou profetizando até a sua morte (caps. 43-44).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE JEREMIAS

O ministério de Jeremias foi dirigido ao reino do Sul, Judá, durante os últimos quarenta anos de sua história (626 – 586 a.C.). O Profeta Jeremias viveu numa época perigosa e turbulenta (640 a 587 a.C). Ele iniciou seu ministério no reinado de Josias, um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Josias tinha iniciado uma reforma, que incluía a destruição dos altares pagãos em Judá e Samaria. Entretanto, a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Assurbanipal, o último grande rei assírio, morreu em 627 aC. A Assíria estava enfraquecendo, e Josias expandindo o seu território para o norte. A Babilônia, sob o domínio de Nabopolasar, e o Egito, sob Neco, estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. Em 609 a.C., Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Três filhos de Josias (Joacaz, Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá, mas nenhum deles deu atenção às advertências. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e Zedequias foi um governante fraco e vacilante, buscando às vezes os conselhos de Jeremias, outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. Jeremias, um homem de coração sensível e quebrantado, mas chamado para levar uma mensagem extremamente severa, via seu sofrimento se intensificando à medida que a palavra de Deus era repudiada por seus familiares e amigos, pelos profetas, sacerdotes e reis, e pela totalidade do povo de Judá. Infelizmente, ele viveu para ser testemunha das invasões babilônicas a Judá, que resultaram na destruição de Jerusalém e do Templo.

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