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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE OBADIAS

Obadias é o menor livro do AT. Seu nome significa, “Servo ou adorador de Jeová”. Nenhuma outra informação é dada sobre ele. O livro fala sobre o Julgamento contra Edom e a promessa de restauração para o povo de Deus. As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através de todo o AT, desde as disputas entre os gêmeos Esaú e Jacó (Gn 27; 3233). Os descendentes de Esaú, se estabeleceram numa área chamada Edom, situada ao sul do mar Morto, enquanto os descendentes de Jacó, os israelitas, habitaram em Canaã. No decorrer dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. Essa rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. Ao longo de 20 anos, os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém, que foi finalmente devastada em 586 a.C.. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para destilar sua amarga contra Israel. Então, juntaram-se aos babilônios contra seus “irmãos” e ajudaram a profanar a terra de Israel. Eles se regozijaram com a calamidade de Judá, participaram no saque dos despojos dos judeus, impediram-nos de fugir da terra e até entregaram os sobreviventes ao inimigo (12-14).  Obadias afirma que o Senhor julgaria Edom, convocando as nações para se levantarem contra ele em batalha; apesar de sua posição aparentemente segura, Edom seria derrubada, saqueada e completamente destruido (1-4); seria enganado por aqueles com quem entrou num pacto contra os israelitas (5-9); a casa de Esaú receberia o mesmo tratamento que dispensou a Judá (15-16); mas a casa de Jacó seria restaurada(17-21).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE HABACUQUE

O nome “Habacuque” significa “abraço” ou “abraçado por Deus”. Ao contrário de outros profetas, Habacuque não data a sua profecia mediante referência aos reis que foram seus contemporâneos, mas a menção do poder dos babilônios (os “caldeus” de 1.6), sugere um período em que a Babilônia já era uma potência mundial. Nabucodonosor já havia derrotado os egípgios na batalha de Carquemis (605 a.C), o que coloca a profecia de Habacuque durante os primeiros anos do rei Joaquim de Judá. Os capítulos 1 e 2 registram as perguntas que Habacuque faz, em sua perplexidade, a respeito dos caminhos de Deus e as respostas que o Senhor lhe deu. Após ter visto tanta iniqüidade e idolatria em Judá (1.2-4), a primeira pergunta do profeta é: Como Deus poderia deixar seu povo rebelde escapar sem o devido castigo? Deus responde, mostrando que, dentro em breve usaria os babilônios como vara de disciplina contra Judá (1.6). A segunda pergunta de Habacuque, então é: Como um Deus Santo permitiria que uma nação ainda mais ímpia e cruel que seu povo, castigasse Judá? (1.12-13). Então, Deus garante ao profeta que o dia de prestação de contas também chegaria para os babilônios (2.5-20). Ao final do livro (cap 3), Habacuque expressa a sua fé na soberania de Deus e na certeza de que Ele é justo em todos os seus caminhos.  

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE SOFONIAS

Sofonias profetizou para o reino de Judá, nos dias do rei Josias. Foi contemporâneo de Jeremias e Naum. Seu significa, “O Senhor escondeu”. O Reino do Norte havia sido derrotado pela Assíria há aproximadamente 100 anos. Manassés e  Amom, pai de Josias, haviam pago tributos para evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. A aliança com a Assíria afetou Judá na esfera política, religiosa, social e comportamental. Magos, encantadores e advinhos eram tolerados pelo povo de Deus. A religião astral se torno tão popular, que o rei Manassés construiu altares para adoração do sol, lua , estrelas, signos do zodíaco e todos os astros dos céu, à entrada da Casa do Senhor (2 Rs 21.1-9). A adoração da deusa–mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7.16-20). Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo, a ameaça assíria foi diminuindo. O golpe final ao poder da Assíria veio com uma revolta da Babilônia que estava em ascensão, que resultou, finalmente, na destruição de Nínive. Sofonias entende que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história, usando governos estrangeiros para disciplinar seu povo escolhido, mas rebelde. Infelizmente, muitos não entendiam esse fato, afirmando que: “Deus não fará o que é bom e não fará o que é mau” (1:12). A profecia de Sofonias tornou claro que Deus executaria vingança sobre os transgressores impenitentes. (1:2-6; 3:1-7). Não apenas sobre Judá e Jerusalém, mas também sobre os filisteus, os amonitas, os moabitas, os etíopes e os assírios (2.4-15). Por fim, Deus daria atenção favorável ao restante do seu povo, restabelecendo-o do cativeiro, e fazendo dele um nome e um louvor entre todos os outros povos (3:14-20).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE NAUM

Naum, cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés, Amom e Josias. Foi contemporâneo de Sofonias, Habacuque e Jeremias. A queda do império Assírio, cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive, em 612 aC, é o tema da profecia de Naum.  Durante séculos a Assíria vinha prosperando e expandindo seus territórios por meio do espólio de outras nações. O grande arrependimento dos dias da pregação de Jonas, havia sido esquecido. Os reis assírios vangloriavam-se de sua brutalidade, celebrando o abuso e a tortura que eles impunham sobre os povos conquistados. Seu tratamento aos cativos de guerra era cruel e desumano. Alguns eram queimados ou esfolados vivos. Outros eram cegados ou tinham o nariz, as orelhas ou os dedos cortados. Freqüentemente, os cativos eram conduzidos por cordões com ganchos que furavam o nariz ou os lábios. Certamente, Nínive merecia ser destruída pela sua culpa de sangue (3.1). Visto que Judá tinha sofrido por muito tempo sob a mão pesada da Assíria, a profecia de Naum a respeito da iminente destruição de Nínive, a capital do império, era recebida como boas novas. Naum escreveu como se a Assíria já tivesse sofrido a queda (1:15) Não haveria mais interferência por parte dos assírios; nada impediria os judeus de assistir ou de celebrar as festividades. Sua libertação do opressor assírio seria completa. (1:9-14). Também, todos os outros povos que soubessem da destruição de Nínive haveriam de “bater palmas”, ou regozijar-se, com a calamidade dela, porque a maldade da cidade causara-lhes muitos sofrimentos (3:19).  

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE MIQUÉIAS

Miquéias foi contemporâneo de Isaías, Seu ministério foi dirigido a Samaria e Jerusalém, durante os reinados de Jotão, Acaz, e Ezequias reis de Judá (1.1). O nome Miquéias significa “quem é como Yahweh?”. Com a expansão do império Assírio, Judá se tornou um reino vassalo, submetido ao pagamento de taxas. Ao Norte, Israel ainda existia, mas caminhava rapidamente para o seu fim (1.5-7; 2 Rs 18.9-12).  Apesar das reformas religiosas implantadas pelo rei Ezequias (2 Rs 18.1-8), Judá também estava prestes a cair, a não ser que se voltasse para Deus, arrependendo-se de todo coração (2 Rs 18.13-37). O cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi predito como o julgamento de Deus contra a nação (1.16; 4.10). Miquéias, um profeta do campo, faz contundentes críticas a injustiça social que, assim como em Israel, também assolava o Reino do Sul. O que se via em Judá era o enriquecimento de poucos, e o empobrecimento da população em geral. Miquéias demonstra a aversão divina contra a injustiça e tece duras críticas a liderança religiosa e política, que estavam massacrando os oprimidos (2.1-11; 3.1-11).  A elite de Judá se apoiava nas tradições afirmando que, seguiam fielmente a Torah de Moisés, e para isso, tinham o apoio de falsos profetas. Assim, Miquéias não profetiza somente contra a injustiça social, mas também contra uma “teologia de opressão”. A exploração social promovida pelos ricos de Judá era teologicamente justificada, o que tornava a sua ação ainda mais nefasta. Em razão de tudo isso o profeta proclamava que “… Jerusalém se tornará um monte de entulhos” (3.12).

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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE ISAÍAS

 

O livro de Isaías é citado mais vezes no Novo Testamento do que qualquer outro livro e mais vezes do que todos os outros livros proféticos juntos. Há pelo menos 150 referências e 50 citações diretas. O nome Isaias significa “O SENHOR é salvação”. Ele profetizou durante os reinados de “Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1), entre 742 e 687 a.C., na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos.
Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Ambos os reinos haviam experimentado quase meio século de poder e prosperidade crescentes. Israel, governado por Jeroboão II e outros seis reis de menor importância, tinha sucumbido ao culto pagão. Isaías, que era um estudioso dos assuntos mundiais, podia ver que o conflito era iminente. Finalmente, a Assíria conquistou Samaria, capital do Reino do Norte, em 721 aC.. Por algum tempo, Judá manteve uma conformidade exterior à ortodoxia, mas, gradualmente, caiu num sério declínio moral e espiritual (caps. 1 e 3). Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens. Estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.15-20 havia sido tão inteiramente violada, que o julgamento através do cativeiro era inevitável para Judá, assim como o fora para Israel. O
nde buscar  proteção e salvação? Embora o nome de Deus estivesse nos lábios do povo e dos sacerdotes no pequeno reino de Judá, o coração se desviara para buscar proteção em outras direções, primeiro na Assíria e depois no Egito (2 Rs 16.7; 18.21). Desvanecia a fé no poder de Deus. Quando não se tratava de idolatria explícita, prevalecia uma adoração hipócrita, baseado no formalismo e não no verdadeiro temor de Deus (1.10-17).

 


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LANÇANDO LUZ SOBRE O LIVRO DE OSÉIAS

O livro de Oséias é primeiro dos chamados, Profetas Menores nas Bíblias em português, nos textos hebraicos e na Septuaginta.  Seu ministério, segue-se ao de Amós, que embora fosse de Judá, profetizou a Israel. Amós e Oséias são os únicos profetas do AT, cujos livros foram dedicados inteiramente ao Reino do Norte, anunciando-lhe a destruição iminente. Quando Oséias iniciou seu ministério, durante os últimos anos de Jeroboão II, Israel desfrutava de prosperidade econômica e paz política, que acabariam por produzir um falso senso de segurança e impunidade. Suas práticas iníquas incluíam derramamento de sangue, roubo, fornicação, adultério, culto a Baal e aos bezerros de ouro (2.13; 4.2,12,17; 8.5,6; 13.1,2).  Passados quinze anos da morte do rei, quatro de seus sucessores seriam assassinados (2Rs 14:29-15:30). A nação começou a deteriorar-se, e caminhar rapidamente para a destruição. Embora o povo continuasse a oferecer sacrifícios, rejeitava o conhecimento de Deus (4:1,6; 5.6,7; 6.6; 8.11-13). A idolatria era mais e mais aceita, e os sacerdotes não guiavam o povo nos caminhos da justiça (4.4-11). Apesar das trevas desse tempo, Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus (12.6; 14.1-9).

Mas, o problema era: Como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e, provavelmente, não entender, mesmo que a ouvissem? A solução de Deus foi deixar o profeta ser o seu próprio sermão. Por ordem de Deus, Oséias casou-se com uma mulher chamada Gômer, que lhe deu três filhos (cap. 1). Após o nascimento desses filhos, Gômer abandonou Oséias em troca de seus amantes (cap. 2).  Mais tarde ela foi abandonada pelos amantes e caiu na pobreza e na escravidão, pois o capítulo 3 indica que o profeta comprou-a num mercado de escravos e acolheu-a de volta como esposa. Seu relacionamento com Gômer comparava-se ao de Deus com Israel, dispondo-se Deus a acolher de volta seu povo errante, depois que este se arrependeu de seu adultério espiritual. Em resumo, Oséias tinha de mostrar, através de seu próprio amor a Gomer, o tipo de amor que Deus tinha por Israel. A profecia de Oséias foi a última tentativa de Deus em levar Israel a arrepender-se de sua idolatria e iniqüidade, antes que Ele entregasse a nação ao seu pleno juízo.  Decorridos mais quinze anos, Samaria seria incendiada, e os israelitas, deportados para a Assíria e, posteriormente, dispersos entre as nações (2 Rs 17). A infidelidade da esposa de Oséias ilustra a infidelidade de Israel. Ela vai atrás de outros homens, a passo que Israel corre atrás de outros deuses. Gômer cometeu prostituição física; Israel, prostituição espiritual (5.4; 9.1).

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