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LANÇANDO LUZ SOBRE A EPÍSTOLA AOS HEBREUS

A carta aos Hebreus não identifica seu autor. Tem sido atribuída a Paulo, Barnabé, Lucas, Apolo, entre outros. A despeito de sua identidade, seu autor possuía um sólido entendimento do Antigo Testamento. Ele se dirige aos cristãos judeus, conhecedores das Escrituras e, especialmente dos rituais de sacrifícios da Lei.  Por serem alvos de intensa perseguição, como resultado de sua fé, muitos estavam desanimados e em dúvida sobre seu compromisso com Cristo. Consideravam o retorno ao judaísmo, submetendo-se novamente às exigências da Lei de Moisés. Por isso, muitos já tinham deixado de reunir-se com seus irmãos (10:19-39). O escritor de Hebreus estava determinado a mostrar aos seus leitores a incoerência desse retrocesso. Seu propósito era mostrar a glória transcendente do cristianismo em comparação com o judaísmo, cujos valores relacionavam-se às coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno, sacerdotes terrenos, sacrifícios terrenos, uma aliança que prometia a prosperidade terrena. Em contraste, Cristo está “à destra da majestade, nas alturas” (1.3), onde distribui as bênçãos celestes (8.6; 11.16; 12.22-24). O tema de Hebreus é a superioridade de Jesus Cristo. O autor demonstra que Jesus é o Filho de Deus, superior aos anjos (1:3-6), a Abraão (7:1-7), a Moisés (3:1-6) e aos profetas (1:1, 2). De fato, Cristo foi designado herdeiro de todas as coisas, coroado de glória e honra, sustentando com seu poder todas as obras das mãos de Deus ( 1:2; 2:7-8). Não somente Jesus é um Legislador superior, mas sua aliança é superior à aliança Mosaica (caps. 8-10). De fato, “melhor” ou “superior” são as palavras chave do livro (1:4; 7:22; 8:6). O clímax da epístola é a apresentação do ministério Sumo Sacerdotal de Jesus que recebeu esse cargo por invocação direta de Deus, e não por herança humana (5.1-6). Enquanto o sacerdote araônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados, bem como pelos pecados de outras pessoas, Cristo ofereceu de uma vez por todas a Si mesmo, sem pecados, como sacrifício perfeito (7.26-28). Tendo sido posto à prova em todos os sentidos, ele é um Sumo Sacerdote capaz de compadecer-se das nossas fraquezas e pode vir em nosso auxílio ( 2:17, 18; 4:14-16).  

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